Infra S.A. prevê concluir até dezembro estudo sobre retomada da Transnordestina em Pernambuco

A Infra S.A. prevê concluir até o fim do ano o estudo que vai dizer se vale a pena investir dinheiro público no trecho pernambucano da Transnordestina. É a peça que falta para o Tribunal de Contas da União (TCU) autorizar o início das obras físicas entre Salgueiro e o Porto de Suape.

O prazo foi dado pelo diretor-presidente da estatal, Jorge Bastos, em entrevista ao programa Conexão Infra. Ele conta que a empresa conversa com o relator do caso, ministro Jhonatan de Jesus, para tentar viabilizar a retomada. A análise do processo chegou a ser esperada para a semana passada, mas saiu da pauta do tribunal.

Impasse técnico

O freio do TCU veio em duas etapas. Em 13 de maio, o tribunal mandou o Ministério dos Transportes e a Infra S.A. suspenderem novos compromissos financeiros para a retomada do ramal Salgueiro-Suape. A Corte apontou falta de estudos atualizados que comprovem a vantagem econômica e social da obra, estimada em R$ 3,43 bilhões, além de pendências ambientais, fundiárias e operacionais.

A decisão também deu 30 dias para a estatal apresentar um plano de conclusão do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) da futura concessão do trecho. A mudança de estratégia do governo federal, que decidiu tocar as obras remanescentes com recursos públicos antes de tentar uma nova concessão, pesou na avaliação do tribunal.

Em 15 de julho, o plenário aceitou em parte os embargos da Advocacia-Geral da União e da Infra S.A. e esclareceu o alcance da restrição. Licitações, contratos e outros atos preparatórios podem seguir. A ordem de serviço para o início físico do canteiro continua proibida até que a viabilidade seja comprovada.

Na prática, o trecho de 73,32 quilômetros entre Custódia e Arcoverde já tem contrato de R$ 312,8 milhões com o Consórcio ACA Transnordestina. Só o projeto executivo pode andar por enquanto.

Novo pontilhão na Zona Oeste do Recife cria rota direta para a BR-232

Por Roberta Soares/JC

A Prefeitura do Recife entregou um novo pontilhão na Zona Oeste da cidade, criando uma importante rota alternativa de acesso à Avenida Abdias de Carvalho e à rodovia BR-232, principal rota de entrada e saída da capital para quem vem ou vai para o interior do Estado. Construída no cruzamento entre as ruas João Ivo da Silva e Padre Teófilo Tworz, no bairro de Afogados, a estrutura recebeu investimento total de R$ 7,02 milhões.

A nova estrutura viária facilita o deslocamento dos motoristas ao criar uma conexão direta com vias de grande volume de tráfego e com a BR-232. Condutores que trafegam pela Estrada dos Remédios ou pela Rua Tabaiares, por exemplo, passam a contar com uma nova opção de conversão à esquerda para acessar a Avenida Abdias de Carvalho e seguir para a rodovia federal. Além disso, quem trafega pela Abdias de Carvalho no sentido Ilha do Retiro e precisa retornar em direção à BR-232 pode entrar na Rua Carlos Gomes, passar pela Rua Hércules Florence e retornar à avenida já no sentido desejado.

A reformulação no trânsito envolveu também a criação de um sistema binário na Rua Padre Teófilo Tworz, que deixou de operar em mão dupla e passou a funcionar com vias paralelas operando em sentidos opostos. Houve ainda alteração na Rua Engenheiro Brandão Cavalcante, onde deixou de ser permitido seguir em frente em direção à Avenida Abdias de Carvalho, sendo obrigatória a conversão à direita na Rua Hércules Florence. Toda a área recebeu sinalização vertical e horizontal, além do apoio de agentes e orientadores da Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) nos primeiros dias de operação.

Além do pontilhão e do rearranjo do tráfego local, a intervenção contemplou melhorias urbanísticas, pavimentação de vias e obras de drenagem. Foram pavimentadas as ruas Padre Teófilo Tworz e Hércules Florence, além de executados serviços de recuperação das paredes dos canais e instalação de guarda-corpo de concreto. A acessibilidade e a circulação de pedestres também foram reforçadas com a construção de seis novas passarelas e a reforma dos passeios públicos no entorno.

Dos R$ 7,02 milhões investidos, R$ 4,95 milhões foram destinados diretamente à construção do pontilhão e aos serviços adjacentes. Os demais recursos foram divididos entre a pavimentação da Rua Padre Teófilo Tworz (R$ 670 mil), a pavimentação da Rua Hércules Florence (R$ 350 mil), a recuperação do canal (R$ 390 mil), as passarelas de pedestres (R$ 360 mil), a reforma dos passeios (R$ 220 mil) e a instalação do guarda-corpo de concreto (R$ 80,6 mil).

Segundo o prefeito Victor Marques, que participou da entrega, a intervenção é a primeira etapa de um conjunto de ações de mobilidade planejadas para transformar a circulação na Zona Oeste do Recife.

Pernambuco tem R$ 41,7 bilhões em obras mapeadas pela CNT, com prioridade para transporte sobre trilhos e rodovias

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) mapeou uma carteira de 99 projetos estratégicos para modernizar a infraestrutura de transporte de Pernambuco. Reunidas no Plano CNT de Transporte e Logística 2026, as propostas somam R$ 41,73 bilhões em investimentos estimados, sendo 87 Projetos de Integração Nacional e 12 Projetos Urbanos, distribuídos entre rodovias, ferrovias, portos, hidrovias, aeroportos, terminais logísticos e mobilidade urbana.

A maior fatia dos investimentos está concentrada na infraestrutura ferroviária, sobretudo no transporte urbano sobre trilhos, e reforça a posição de Pernambuco como um dos principais polos logísticos do Nordeste, impulsionado pelo Complexo Industrial Portuário de Suape e pela conexão entre os corredores de transporte da região.

O Plano prevê a construção de 777,8 quilômetros de novos trechos ferroviários, com investimento estimado em R$ 6,9 bilhões, além da implantação de 87,8 quilômetros de monotrilhos, Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs) e aeromóveis, que juntos concentram outros R$ 11,4 bilhões. Também prevê a recuperação de 139 quilômetros de malha ferroviária já existente.

“A lógica por trás da priorização regional das propostas do Plano CNT mostra que o desenvolvimento da infraestrutura de transporte precisa ser pensado de forma estratégica e de longo prazo, considerando as necessidades e as potencialidades de cada região”, afirmou a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.

A carteira de projetos mapeados pela Confederação também reserva espaço expressivo para obras rodoviárias. Estão previstas a adequação de 1.310,4 km de rodovias; a recuperação do pavimento em 1.145,6 km; a duplicação de 221,4 km; a pavimentação de 93,4 km; e a construção de 76 km de novos trechos. Na mobilidade urbana, o levantamento destaca ainda 104,6 km de sistemas de priorização para o transporte coletivo, corredores e faixas exclusivas que aceleram o deslocamento de ônibus nas áreas mais congestionadas, e 10 km de novas vias urbanas, com foco na melhoria da circulação de passageiros na RMR.

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Ferrovia que Lula sonhou para o Nordeste agora tem traçado eliminando Pernambuco

Foi assim. No dia 05 de junho de 2006, o presidente Luís Inácio Lula da Silva esteve na cidade de Missão Velha, no interior do Ceará, para dar início às obras da Ferrovia Transnordestina, uma estrada de ferro constituída de dois grandes eixos que ligariam o interior do Piauí aos portos de Pecém, na Região Metropolitana do Ceará, e de Suape, na Zona Sul do Grande Recife. Lula acreditava que no segundo mandato que se encerraria em 2010 ele poderia entregar a ferrovia de 1750 quilômetros chegando aos dois maiores portos do Nordeste.

Lula saiu do governo em 2010 e, quando voltou em 2023, deparou-se com um problema que jamais imaginara. Depois que, numa ação articulada pelos governadores Wellington Dias (PI) e Camilo Santana (CE), o Ministério do Interior, no governo Bolsonaro , simplesmente retirou trecho que ligava a ferrovia ao Porto de Suape, sem que o então governador de Pernambuco sequer fosse informado do termo aditivo.

Se Paulo Câmara sabia da articulação, a história mostra que ele não tomou qualquer atitude. Raquel Lyra, que o sucedeu, tomou conhecimento quando, numa de suas viagens ao Brasil, soube da homologação do documento assinado em 22 de dezembro de 2022 pelo Ministério do Interior, pelo Tribunal de Contas e por vários órgãos do governo federal.

Protestos de Raquel Lyra

Raquel Lyra até protestou. Denunciou a articulação e foi pedir ajuda ao presidente, que disse não saber da cisão e lhe prometeu reativar o trecho, como obra pública, com a perspectiva de que, sendo construído, pudesse ser oferecido ao setor privado.

Decorridos quase quatro anos, nenhum dormente foi assentado no lado pernambucano. Embora a governadora tenha esperanças de que ano que vem a Infra S.A., a estatal que sucedeu a Valec, coloque gente no canteiro de obras.

A ferrovia sonhada por Lula virou um case de atrasos, obras se arrastando e uma competente articulação da classe política do Ceará que decidiu ir à luta quando, em 2016, a obra parou por denúncias de irregularidades que duraram até 2022. E quando a assinatura do termo aditivo que excluiu Pernambuco fez a União voltar a colocar dinheiro no projeto.

Dificuldades da CSN

Com a crise e as dificuldades do grupo CSN do empresário Benjamin Steinbruch, a obra deixou de receber recursos públicos via Sudene e do BNB. Embora esta seja uma obra de governo não se pode deixar de reconhecer que a Transnordestina Logística S.A é o resultado de uma construção bem-sucedida da estratégia do empresário.

A primeira cautelar, expedida em 2016, proibiu a Valec Engenharia, Construções e Ferrovias; o Finor; o FNE; o FDNE; o BNDES; e o BNDESPar a destinarem recursos, a qualquer título, para as obras de construção da ferrovia Nova Transnordestina. A cautelar foi revogada em razão da apresentação dos projetos executivo e orçamentário.

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TCE-PE autoriza continuidade de licitação do DER-PE para recuperação de rodovias estaduais

O Pleno do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) autorizou, nesta quarta-feira (05), a continuidade da Concorrência nº 12/2026, destinada à recuperação de aproximadamente 1.509 quilômetros de rodovias estaduais pelo Departamento de Estradas de Rodagem de Pernambuco (DER-PE). A licitação está dividida em nove lotes, com valor estimado de R$ 766,8 milhões.

Sob relatoria do conselheiro Valdecir Pascoal, a decisão foi tomada após o Pleno conhecer e dar provimento a um recurso (Agravo Regimental) apresentado pela Procuradoria-Geral do Estado de Pernambuco (PGE-PE). O recurso contestava uma decisão anterior da Primeira Câmara, que havia mantido uma medida cautelar expedida pelo conselheiro Ranilson Ramos, suspendendo a licitação.

A cautelar havia sido concedida com base em indícios de irregularidades identificados em auditoria do TCE-PE, entre eles a exigência antecipada de licença para usina de asfalto, divergências no edital quanto aos valores e à extensão das obras, além da aplicação inadequada do Benefício e Despesas Indiretas (BDI).

No recurso, a PGE-PE defendeu a retomada da licitação, alegando falhas saneáveis, não ter havido restrição à competitividade e que a paralisação comprometeria a conservação da malha rodoviária estadual e a segurança viária.

Após discussão, os Conselheiros, à unanimidade, concordaram com o voto do Relator, que seguindo opinativo da auditoria, autorizou o prosseguimento do processo licitatório, determinando a republicação do edital com os ajustes apontados pela auditoria, sem a necessidade de reabertura do prazo para apresentação de novas propostas, uma vez que não foi constatado prejuízo à competitividade.

A versão revisada do edital deverá ser encaminhada ao TCE-PE para acompanhamento.

Processo: 261007506ED001

Data da decisão: 05/08/2026

Governo de Pernambuco abre licitação para nova escola técnica de saúde no Americano Batista por R$ 116 milhões

A Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab) publicou, no Diário Oficial do Estado de Pernambuco desta quinta-feira (30), abertura de licitação para construção de uma escola estadual no antigo terreno do Colégio Americano Batista, no bairro da Boa Vista, no Recife.

De acordo com o informativo, a gestão estadual busca empresa para executar instalação de uma Escola Técnica de Saúde e Inovação no local. A abertura do processo para recebimento de ofertas acontecerá no dia 21 de agosto, às 10h, por meio do portal de compras públicas.

O Governo do Estado destinou R$ 116 milhões para a contratação da empresa responsável pelas obras, conforme documento oficial da Cehab. É a segunda licitação ligada à estrutura desde a compra do imóvel, em 2023. A anterior aconteceu em abril deste ano, quando o governo estadual publicou chamamento público para licitação de obras de urbanização e paisagismo no antigo terreno de 35 mil m².

A nova unidade de ensino no local deverá ser construída de maneira verticalizada, com ginásio esportivo e cursos voltados às áreas de Inovação e de Saúde. O documento de abril contempla a instalação da quadra esportiva no local. Já a área de preservação, que passa por urbanização, será aberta ao público.

Histórico

O Estado adquiriu o terreno em meio à disputa com a iniciativa privada, por R$ 80 milhões, que tinha interesse em construir um complexo empresarial e um shopping no local. O imóvel foi posto à venda para pagamento de dívidas trabalhistas e de outras naturezas.

Em agosto de 2025, cerca de 800 famílias de movimentos sociais por moradia, como o Movimento por Moradia Digna (MDD) e o Movimento de Luta por Teto, Terra e Trabalho (MLTT), ocuparam o prédio.

O prédio principal do imóvel, voltado à Avenida Agamenon Magalhães, não pertence ao Estado. O equipamento não foi leiloado pelos proprietários.

Apesar dos deslizamentos, Recife ainda não tem Plano Municipal de Redução de Riscos para orientar ações de mitigação de riscos

Por Fernando Castilho/JC

Apesar de nos últimos cinco anos, como declarou o prefeito Victor Marques, ter executado mais de seis mil intervenções em morros da cidade e consolidado “uma política pública estruturada de prevenção de desastres e proteção à vida”, o município do Recife só assinou o Acordo de Adesão para elaboração do seu Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR) através do Projeto de Cooperação Técnica com o Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos da União, no final de dezembro do ano passado.

Na Região Metropolitana do Recife pelo menos três municípios (Olinda, Jaboatão e Paulista) não apenas assinaram seus acordos com o Escritório, como já concluíram seus planos e estão habilitados a começar a implantá-los. O que não significa dizer que estão encaminhando todas as soluções propostas. Na mesma data em que o prefeito João Campos assinou a adesão para fazer os estudos no Recife, o prefeito de Camaragibe, Diego da Rocha Cabral, também aderiu ao programa.

Áreas de risco

Olinda, por exemplo, já sabe que no seu território existem 3.130 moradias em áreas de risco médio (R2), correspondendo a 22,34% do total; 6.844 em risco alto (R3), representando 48,88%; e 4.031 em risco muito alto (R4), equivalentes a 28,78%. Ao todo, foram mapeadas 14.005 moradias em áreas de risco no município.

Em Jaboatão dos Guararapes existem 45.147 pessoas morando em áreas classificadas como Risco Médio (28,1%), 60.417 em áreas de risco alto R3 (37,6%), 53.638 em áreas de risco muito alto R4 (33,4%) e 1.314 em setores sem acesso (0,8%), totalizando 160.516 moradores expostos. Um contingente que representa aproximadamente 25% dos 644.037 habitantes totais do município. O total é de 53.513 moradias mapeadas em áreas de risco.

Paulista com plano

Em Paulista, o levantamento identificou aproximadamente 10.238 imóveis e 40.966 pessoas situadas em áreas classificadas com diferentes graus de risco, sendo este risco Muito Alto (R4), risco Alto (R3) e risco Médio (R2).

O estudo detalhou que 60 setores, sendo 54 classificados como risco alto e seis como risco médio, estão associados a processos hídricos. Os bairros com maior incidência são Nossa Senhora da Conceição, Jardim Paulista, Pau Amarelo, Maranguape I e II, Fragoso I e II, Engenho Maranguape, Jardim Maranguape e Paratibe.

Redução de Riscos

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Com menor efetivo de guardas municipais e sem plano de segurança, Prefeitura do Recife fecha praça no Derby

Blog Manoel Medeiros

Numa estratégia que lembra a de tapar o sol com a peneira, a gestão do PSB no Recife decidiu fechar, sem prazo para reabertura, uma praça na área central da cidade, em pleno bairro do Derby, para evitar que pessoas em situação de rua usassem o espaço público.

Essa é a situação da Praça Jenner de Souza, que está completamente cercada por tapumes metálicos desde a sexta-feira de Carnaval, 13 de fevereiro, ainda na gestão do ex-prefeito João Campos (PSB).

Segundo a Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb), responsável pela zeladoria do município, “o fechamento da Praça Jenner de Souza foi realizado como medida preventiva, em razão da ocupação recorrente do espaço por pessoas em situação de rua, que passaram a utilizar o local para pernoite, o que vinha gerando preocupações relacionadas à segurança, conservação e uso adequado do equipamento público pela população. Dessa forma, optou-se pela instalação de tapumes e pelo fechamento temporário de 100% da área, como forma de preservar o espaço público até que sejam iniciadas as intervenções previstas”.

A medida pode maquiar a situação de forma imediata, mas demonstra a deficiência, ou até mesmo falência, da estratégia de segurança da Prefeitura do Recife, que usa expedientes extremos, como o impedimento do uso público de uma área, em vez de atuação conjunta da guarda municipal na proteção de praças e parques, da atuação do sistema de videomonitoramento, reforço na iluminação pública e, principalmente, atendimento/acolhimento social dessa população. Outro ponto levantado é a deficiência relacionada à política de habitação do município.

A principal missão da Guarda Municipal é garantir a preservação de espaços e equipamentos públicos do patrimônio municipal, como a Praça. Atualmente, existem apenas 1,6 mil guardas municipais em atividade, com parte deles ocupados na atuação de organização e disciplinamento do trânsito (via CTTU).

De acordo com documento da própria Prefeitura obtido pelo Blog Manoel Medeiros, não há prazo para sua reabertura, que dependerá da conclusão de um projeto de requalificação, da sua licitação e da realização do serviço. Ou seja, embora se diga aos moradores que a praça foi fechada para ser requalificada, ainda não há nem projeto nem licitação para tal e o fechamento foi de fato motivado para evitar que cidadãos a usassem.

A inutilização de um espaço público em meio a um bairro privilegiado da capital pernambucana chama atenção para a falência do sistema de proteção patrimonial e de segurança de patrimônio público, responsabilidade da própria Prefeitura. A gestão do ex-prefeito João Campos (PSB) deixou Recife com o menor contingente de guardas municipais dos últimos nove anos, não realizou concurso, não valorizou os servidores efetivos da Guarda e também negligenciou outras questões relacionadas à prevenção do sistema de segurança pública, como a iluminação, que teve uma redução de orçamento executado de R$ 17,5 milhões em 2025 comparando com 2024.

De polo comercial ao abandono: o desafio de revitalizar a Rua Imperatriz no Recife

Por Maria Clara Trajano/JC

Antes conhecida como o grande polo de compras da capital pernambucana, a Rua Imperatriz Teresa Cristina hoje estampa um cenário desolador.

Onde antes mal se conseguia transitar devido à multidão, o que se vê agora é um corredor esvaziado, marcado por imóveis de portas fechadas, andares superiores desocupados e fachadas que evidenciam o abandono da região central.

“Antigamente, o movimento por aqui era imenso; a gente quase não conseguia transitar durante o dia, principalmente em épocas de festa, de tão importante que essa rua era para o centro da cidade”, relembra o aposentado Carlos de Vasconcelos.

O colapso do comércio diurno e a insegurança

A deterioração estética e comercial não aconteceu da noite para o dia. O comerciante Josemir Dias, que atua na via há 47 anos, lembra que o declínio começou quase uma década antes da pandemia.

“Naquela época, a Imperatriz era um espetáculo de gente; era tanta gente que as pessoas tinham até dificuldade de transitar pela rua. Todo mundo queria alugar um ponto, havia disputa e ganância pelos lugares, porque todo mundo ganhava dinheiro aqui. Era uma rua espetacular, mas hoje ela se encontra nessa calamidade de falta de pessoas”, relata.

“Quando eu era jovem, eu via essa rua aqui como uma maravilha, sabe? Era tudo muito movimentado. Mas, infelizmente, hoje ela está entregue às baratas. O que a gente vê agora é o comércio fechando as portas; o comércio de rua está acabando e a Rua Imperatriz está ficando cada vez mais vazia, sem lojas. Infelizmente, não existe mais aquele movimento de antes aqui nesta rua; é essa a realidade que eu vejo hoje”, explica Norma Silva, frequentadora da região.

A sensação de insegurança, o avanço do comércio ambulante e a falta de policiamento sistemático afastaram a clientela que antes lotava a via.

“É uma junção de vários problemas que afetam o comércio, começando pela falta de clientes, que deixam de vir para o centro por causa da falta de segurança e de policiamento, que é algo raro de se ver por aqui. Além disso, as paradas de ônibus ficam muito distantes e o próprio comércio nos bairros acaba segurando o pessoal por lá”, observa o segurança patrimonial Paulo Alexandre.

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Do Litoral ao Sertão: rodovias conectam o desenvolvimento social e econômico em Pernambuco

No Litoral Sul, região estratégica para o turismo, a PE-060 está recebendo R$80 milhões em obras

Por Isabelle Barbosa/Folhape

Quando um caminhão deixa o Sertão carregado de frutas, um turista chega ao Litoral Sul em busca de praias cristalinas ou uma indústria escolhe Pernambuco para se instalar, há um elemento comum sustentando essas ações: as estradas.

As rodovias que cortam o estado, mais de 13 mil quilômetros, entre vias estaduais e federais, são estruturas vitais para o desenvolvimento social e econômico. Elas conectam regiões, pessoas e bens. Possibilitam o tráfego logístico essencial para a manutenção de todas as cadeias importantes.

“Estrada é desenvolvimento”, resume o secretário estadual de Mobilidade e Infraestrutura, André Teixeira Filho. Segundo ele, cerca de 80% da malha rodoviária de Pernambuco está sob administração do estado, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), o que reforça a responsabilidade e a necessidade de investimentos contínuos.

“É por meio da estrada que as produções locais podem ser escoadas, e uma rodovia requalificada e em bom estado garante fluidez e segurança no trajeto, além de diminuir o tempo de deslocamento. Fábricas, centrais de distribuição e a indústria como um todo ganham a partir disso”, afirma o secretário.

Doutor em engenharia, professor da Universidade Católica de Pernambuco, Maurício Pina, membro da Academia Nacional de Engenharia, lembra que Pernambuco se destacou historicamente como pioneiro em pavimentação no Nordeste, impulsionado pela chamada “batalha da pavimentação”, na gestão de Agamenon Magalhães, que defendia: “Primeiro as estradas, o resto elas darão”.

Para Maurício, a frase continua atual. O especialista reforça que as rodovias são o modo predominante de transporte no Brasil – 95% dos passageiros e mais de 60% das cargas circulam por elas no país.

“Precisamos ampliar mais rodovias. Apesar de ser o modo de transporte predominante do Brasil, temos poucas. Precisamos expandir nossa malha e mantermos a boa qualidade dela”, destaca o professor Maurício Pina, detalhando que a maioria das rodovias pernambucanas possui pista simples, com duas faixas. Pistas duplas são menos comuns e pistas triplas, raríssimas, de acordo com ele.

O secretário estadual de Mobilidade e Infraestrutura alerta para o fim dos incentivos fiscais nos próximos anos e destaca que os estados que desejarem manter competitividade precisarão oferecer infraestrutura sólida.

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Abandonada, praça na Torre, no Recife, vira “ringue” para lutas clandestinas

Por Jamerson Mendes/LeiaJá

Entre golpes que cortam o ar e um amontoado de espectadores que cercam um ringue improvisado, o bairro da Torre, no Recife, tem servido de palco para a realização de lutas clandestinas. Os combates são divulgados nas redes sociais e vêm atraindo um público expressivo de curiosos.

Os torneios ocorrem à noite, em diferentes pontos do bairro. Em um dos vídeos publicados, que já soma mais de 10 mil visualizações, a luta ocorre dentro da quadra da Praça Professor Barreto Campelo. As imagens mostram um espaço cercado por fita de isolamento e gradis, com piso emborrachado improvisando o ringue. Os lutadores usam luvas de boxe, enquanto o público se aglomera ao redor.

Quando o “juiz” dá início ao combate, a sequência de socos é acompanhada pela vibração dos espectadores. Não há, porém, qualquer estrutura médica visível, como ambulância ou equipe de socorro, ausência que reforça o caráter clandestino do evento.

A reportagem do LeiaJá esteve no local onde ocorrem os torneios. Segundo relatos de moradores que preferiram não se identificar, as lutas noturnas reúnem pessoas de outras regiões e também envolvem apostas em dinheiro.

“Isso ocorre uma vez na semana. Um tira o sangue do outro, todo mundo fica filmando e apostam valores altos, como R$ 1.000, R$ 1.500 para quem derrubar primeiro”, relatou uma das moradoras que optou por resguardar a identidade.

Segurança e riscos

Procurado pela reportagem, o presidente do Conselho Regional de Educação Física da 12ª Região (CREF12/PE), Lúcio Beltrão, afirmou que o órgão desconhecia a realização de lutas na Torre e não havia recebido denúncias formais. Segundo ele, qualquer evento do tipo precisa cumprir exigências legais e de segurança.

“É necessário cumprir a Lei Geral do Esporte, Estatuto do Torcedor e demais disposições legais, como ter médico responsável presente, ambulância no local, equipamentos de primeiros socorros, treinadores registrados no CREF, regras, arbitragem e equipamentos de proteção. São requisitos esportivos, administrativos, de segurança e profissionais”, explicou.

Ao longo dos anos, diversos acidentes em competições semelhantes ganharam repercussão nacional. Um dos casos que mais chocaram o país ocorreu em Teresina (PI), quando um lutador amador de 34 anos morreu após sofrer traumatismo craniano decorrente de um nocaute.

Situações como essa evidenciam os riscos de impactos repetidos na cabeça, comuns em combates sem a devida estrutura de segurança. Em entrevista à Folha de São Paulo, o neurologista e professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Mário L. Melo, alertou que esse tipo de trauma pode provocar desde concussões até lesões cerebrais graves.

“Impactos de golpes na cabeça podem gerar tonturas, perda de consciência e também traumas mais importantes, como fraturas do crânio, contusão cerebral e hematomas“, afirmou.

Em um dos vídeos que mostram o preparo de outros atletas antes de entrarem no ringue montado na quadra da Praça Professor Barreto Campelo, um dos lutadores utilizava protetor bucal, equipamento indispensável para a proteção dentária durante o combate. No entanto, como o adversário não fazia uso do item, a aclamação de uma parte do público foi para que não fosse utilizado por nenhum dos combatentes.

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Sudene articula avanços para conclusão do trecho da Ferrovia Transnordestina em Pernambuco

A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) intensificou a articulação institucional para garantir a retomada e a conclusão do trecho pernambucano da Ferrovia Transnordestina. Em reunião com gestores da Infra SA, empresa vinculada ao Ministério dos Transportes, responsável pela obra, foi assegurado que os lotes para a construção da ferrovia em Pernambuco serão licitados até o fim de 2026, reafirmando o compromisso do Governo do Brasil com a consolidação de um dos mais estratégicos corredores logísticos do Nordeste.

O encontro, com participação do superintendente da Sudene, Francisco Alexandre, e o diretor de Empreendimentos da estatal, André Ludolfo, reforçou o alinhamento entre as instituições federais para assegurar o cumprimento do cronograma e a retomada efetiva das frentes de obra no estado.

“A Sudene está acompanhando de forma permanente o andamento da execução da obra da ferrovia em Pernambuco, atuando como instância de articulação entre os órgãos federais e reforçando o compromisso do Governo do Brasil com a retomada e a conclusão desse empreendimento estruturante para o desenvolvimento regional”, destacou Francisco Alexandre.

Nos últimos dias, duas publicações no Diário Oficial da União sinalizaram avanços importantes no trecho Salgueiro–Suape da Transnordestina. Foi publicado, por exemplo, aviso de licitação para contratação de empresa de consultoria técnica especializada para prestação de serviços de supervisão e apoio à fiscalização das obras de implantação do Lote SPS 04, ligando os municípios de Custódia e Arcoverde, além da elaboração do Projeto de Recuperação/ Manutenção Ferroviária e supervisão dos serviços nos Lotes SPS 01, SPS 02 e SPS 03, que vão de Salgueiro a Custódia.

Também foi divulgado o comunicado que confirma a conclusão do processo de transferência da Licença de Instalação ambiental do trecho SPS, anteriormente sob responsabilidade da Transnordestina Logística S.A. (TLSA), para a Infra S.A. Vale ressaltar que a abertura do edital do primeiro trecho a ser retomado, entre municípios de Custódia e Arcoverde, com 73 quilômetros de extensão, deverá ser publicado no início de março.

As medidas representam um avanço institucional relevante, tanto na dimensão técnico-executiva quanto na regularidade ambiental, reforçando a estruturação do projeto e a segurança jurídica necessária para sua continuidade.

Para a Sudene, a retomada da Transnordestina em Pernambuco é estratégica para ampliar a competitividade regional, integrar cadeias produtivas e impulsionar o desenvolvimento econômico do Nordeste.

Estado lança edital de mais de R$ 64 milhões para obras de ampliação do Hospital da Restauração

Governo de Pernambuco lançou o edital de licitação para a contratação da empresa que vai realizar obras de reforma, requalificação e ampliação da infraestrutura física da área construída do Hospital da Restauração Governador Paulo Guerra (HR), no Derby, na área central do Recife.

Segundo o governo, o investimento estimado é de R$ 64.231.608,94. A publicação saiu  no Diário oficial. Essas obras complementar os serviços que já estão sendo feitos na unidade, a maior da rede pública de Pernambuco.

Os serviços incluem a requalificação dos pavimentos do térreo ao nono andar, e a implantação das torres de circulação vertical central e norte com novos elevadores e escadas de emergência.

Ainda segundo o estado, estão previstas a instalação do bloco técnico, da central de gases medicinais e da casa de bombas, além de diversas guaritas de serviço, acessos e saídas para ambulâncias, e a requalificação dos estacionamentos público e privativo.

A intervenção contemplará, ainda, a infraestrutura externa do complexo, incluindo drenagem urbana, redes de água e esgoto, reservatórios de retenção de águas pluviais, pavimentação, acessos, estacionamentos, paisagismo, iluminação e sinalização.

“Com a publicação do edital, teremos esses investimentos para garantir ainda mais assistência à população”, explicou a secretária estadual de Saúde, Zilda Cavalcanti.

Conheça a unidade

Administrado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), o HR fica em um terreno de aproximadamente 20.376 metros quadrado. O prédio tem área construída de 25.596,02 metros quadrados, distribuída do pavimento térreo ao 9º pavimento.

Na unidade funcionam setores essenciais como emergência geral, centro de diagnóstico por imagem, hemodinâmica, unidades de terapia intensiva, bloco cirúrgico, central de material esterilizado (CME), enfermarias, além de áreas administrativas, técnicas e de apoio. A execução das obras será feita em etapas para garantir a continuidade das atividades assistenciais e a integridade dos sistemas críticos. As novas intervenções vão ampliar e modernizar setores essenciais, reorganizando fluxos internos e adequando a edificação às normas técnicas vigentes

“O projeto contempla intervenções tanto sobre a edificação existente quanto sobre áreas externas e blocos de apoio, incluindo demolições pontuais, novas construções e implantação de infraestrutura técnica de 844,24 m².

Após a execução das obras, o hospital deve atingir 26.148,42 metros quadrados de área construída”, afirma o diretor-presidente da Cehab, Paulo Lira.
O prazo previsto para a execução dos serviços é de nove meses a partir da data de emissão da ordem de serviço.

O edital e seus anexos já estão disponíveis no site da Cehab (cehab.pe.gov.br) e no sistema do Portal de Compras Públicas (portaldecom-praspúblicas.com.br).

Abertura das propostas da Transnordestina é adiada e volta a atrasar reativação das obras em Pernambuco

A sessão de abertura das propostas da licitação que deveria destravar a retomada das obras da Ferrovia Transnordestina em Pernambuco, marcada para esta quinta-feira (08), foi oficialmente adiada. A Infra S.A., responsável pelo processo, publicou no Diário Oficial da União que o dia 3 de março é a nova data. Não houve explicação detalhada para a postergação, apenas a comunicação da alteração do cronograma.

O adiamento impacta o reinício da ferrovia em Pernambuco, que está paralisada há dez anos. Com a mudança de data, também se torna improvável a previsão inicial do Ministério dos Transportes, Renan Filho, de retomar o trecho no Estado ainda no primeiro trimestre de 2026.

Trecho inicial da retomada

O edital em vigor prevê a implantação de 73 km de infraestrutura ferroviária entre Custódia e Arcoverde, trecho que está com cerca de 37% de execução. Os serviços contratados incluem terraplenagem, adequação do leito ferroviário, estruturas básicas e preparação da base para futura colocação dos trilhos.

O valor máximo estimado para o contrato é de R$ 415 milhões, financiados pela União por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A Infra S.A. classifica o lote como Salgueiro/Porto de Suape (SPS) 4, que também engloba intervenções nos municípios de Sertânia e Buíque, além dos dois principais pontos do trecho.

Trecho Salgueiro/Suape

O projeto da Transnordestina em Pernambuco prevê 544 km de extensão entre Salgueiro e o Porto de Suape. As obras começaram em 2006 e atingiram cerca de 33% de execução, com 179 km concluídos. Desde então, sucessivas interrupções e reprogramações fragmentaram a construção, deixando trechos isolados e sem utilidade operacional.

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Recife e municípios de Pernambuco buscam avanço no saneamento, mas universalização ainda é desafio

A edição de 2025 do Ranking ABES da Universalização do Saneamento revela que o Brasil ainda percorre um longo caminho para atingir as metas de atendimento pleno à população. O estudo, que avalia 2.483 municípios (cerca de 80% da população brasileira), utiliza cinco indicadores fundamentais: abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto, além da coleta e destinação adequada de resíduos sólidos. No panorama nacional, a maioria esmagadora das cidades (74,22%) encontra-se na categoria “Empenho para universalização”, evidenciando que, embora existam esforços, a infraestrutura básica ainda é insuficiente para a maioria dos brasileiros. A capital pernambucana foi classificada na categoria “Empenho para universalização”, com uma pontuação total de 396,29.

Entre os indicadores, o Recife apresenta um desempenho robusto na gestão de resíduos sólidos, com 98,39% de cobertura de coleta e 100% de destinação final adequada. No entanto, o gargalo principal reside no esgotamento sanitário: apenas 41,59% da população conta com rede coletora de esgoto. O abastecimento de água atinge 82,01% dos habitantes, enquanto o tratamento do esgoto (referido à água consumida) alcança 74,30%.

Essa precariedade na infraestrutura reflete-se diretamente na saúde pública. Recife registrou uma taxa de 64,97 internações por Doenças Relacionadas ao Saneamento Ambiental Inadequado (DRSAI) para cada 100 mil habitantes em 2023. O estudo da ABES reforça que, nacionalmente, quanto menor o acesso ao saneamento, maior a incidência dessas internações, que incluem diarreias e hepatite A.

O cenário nos municípios de Pernambuco

No Estado, o cenário é de predominância na categoria intermediária de desempenho. Entre as cidades de grande porte (acima de 100 mil habitantes), nomes como Olinda (375,15), Caruaru (384,67) e Paulista (359,34) também figuram em “Empenho para universalização”. Outras cidades importantes como Jaboatão dos Guararapes (324,41) e Petrolina (317,40) apresentam pontuações mais baixas dentro da mesma faixa. No extremo inferior do grupo de grande porte no Estado, encontram-se Camaragibe (269,79) e Igarassu (275,21).

Já entre os municípios de pequeno e médio porte, os destaques positivos em pontuação são Fernando de Noronha (415,63) e Exu (413,19), ambos em “Empenho para universalização”. Por outro lado, algumas localidades ainda dão os “Primeiros passos para a universalização”, categoria com pontuação abaixo de 200, como Casinhas (189,12), Betânia (199,63) e Santa Cruz (197,47).

Panorama Nacional

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