Depois da gestão privada, terminais integrados de ônibus pretendem virar centros de serviços para atrair demanda de passageiros no Grande Recife

Por Roberta Soares/JC

De patinhos feios a cisnes. Apesar do exagero, essa é a transformação que está sendo planejada para os 26 Terminais Integrados de ônibus e metrô da Região Metropolitana do Recife. Após a gestão privada das unidades ter completado três anos, organizando e, principalmente, moralizando os espaços públicos,  a meta agora é ir além da mobilidade, convertendo os terminais em verdadeiros centros de serviço, conveniência e, também, em pontos de engajamento socioambiental.

Para isso, a Nova Mobi Pernambuco, concessionária responsável pela gestão dos TIs e das 44 estações de BRT, deu um passo estratégico contratando uma empresa de consultoria para uma reavaliação completa e aprimoramento da ocupação comercial desses espaços públicos. Vale destacar que a identificação do potencial comercial e social dos terminais era um dos pontos exigidos na licitação pública para a concessão privada dos TIs e estações.

Desde janeiro de 2022, os terminais e estações de BRT estão sob gestão privada em um contrato de Parceria Público-Privada (PPP) de 35 anos, que prevê investimentos de R$ 113 milhões para modernização e requalificação da infraestrutura. Mas, pelo menos por enquanto, a estratégia de vocação comercial está sendo estudada apenas para os terminais, já que as estações de BRT seguem sem refrigeração, inseguras e muitas sem operação.

A empresa contratada para encarar o desafio, já que, até o início da gestão privada, os TIs sempre foram vistos como redutos de insegurança, desconforto, vandalismo e sujeira, foi a LMS Gestão de Empreendimentos, que terá a missão de requalificar as estruturas dos terminais e estações do Grande Recife.

A atuação da LMS compreende um levantamento técnico dos pontos comerciais existentes, a identificação de novos espaços com potencial de exploração e a proposição de soluções para melhorar o uso desses ambientes. Em paralelo, a empresa já iniciou a prospecção e formalização de novas operações comerciais, com o objetivo de valorizar os terminais como espaços de serviço e conveniência para a população.

“A Nova Mobi já tem uma pesquisa inicial com o perfil de cada terminal, o que será fundamental para a LMS indicar o mix adequado de operações. A meta é trazer operações que sejam desejadas pelo passageiro, proporcionando conveniência e comodidade, principalmente na volta para casa, para que não precise parar em outro lugar, por exemplo”, explica Eduardo Lemos, CEO da LMS.

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Transporte intermunicipal de Pernambuco grita por socorro e alerta para risco de colapso sem ação do governo do Estado

Transporte intermunicipal de passageiros vive crise com suspensão de linhas principalmente para a Zona da Mata de Pernambuco

Por Roberta Soares/JC

O sistema de transporte coletivo intermunicipal de passageiros em Pernambuco enfrenta uma crise profunda, com o setor à beira do colapso e implorando por uma intervenção imediata do governo estadual. Representantes do setor voltaram a fazer o alerta nesta quinta-feira (21), sobre a situação do sistema, que já vinha sendo denunciada e se agravou com a suspensão de linhas de ônibus no interior.

O alerta foi feito, principalmente, pelos representantes das empresas rodoviárias de passageiros. Érica Solto, assessora da presidência do Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários de Passageiros do Estado (Serpe), foi enfática ao afirmar que o setor pede socorro, literalmente, e que a situação pode levar a um colapso em um futuro próximo, começando ainda em 2025, com a suspensão de mais linhas de ônibus que conectam o interior ao Recife e atendem à conexão entre cidades da Zona da Mata, Agreste Sertão pernambucanos.

A falta de apoio financeiro tem levado à redução drástica da frota, com a perda de 350 veículos e o encolhimento do setor pela metade nos últimos nove anos, mas com o maior impacto sendo verificado este ano. Pelo menos 80 cidades do interior já perderam linhas regulares e muitas estão com horários reduzidos, impactando a população que perde o acesso aos serviços e até mesmo o direito à gratuidade.

Com a suspensão de linhas, aumentam as demissões que já alcançam 2.000 postos de trabalho, afetando diretamente a mobilidade da população do interior. E a expectativa é de que novas linhas intermunicipais sejam suspensas novamente em breve.

Vale destacar que a Empresa Pernambucana de Transporte Intermunicipal (EPTI), responsável pela gestão do transporte no interior do Estado, não compareceu ao debate, apesar de convidada. O mesmo aconteceu com a Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura de Pernambuco (Semobi), pasta a qual a EPTI está subordinada.

Um dos principais desafios enfrentados pelo setor é o descumprimento do contrato de concessão por parte do governo estadual. O setor, que é licitado e possui contrato válido, lamenta a falta de retorno para a implementação de um plano de ação, que desde novembro de 2022 não avança. Este contrato prevê um desenho para um sistema intermunicipal estrutural e complementar, que poderia trazer dinâmica e sustentabilidade ao transporte, mas não está sendo colocado em prática pelo governo de Pernambuco.

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Metroviários voltam a reagir contra a iminente concessão do Metrô do Recife à operação privada

ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEM

Os metroviários voltaram a reagir contra a concessão pública do Metrô do Recife, a cada dia mais e mais evidente, já tendo até mesmo previsão para ser anunciada. O Movimento Articulação Metroviária, grupo composto por metroviários, pesquisadores e profissionais do setor de transporte sobre trilhos, alerta que o sistema metropolitano – que atende a 160 mil pessoas no Grande Recife, mas definha sem infraestrutura – está em uma encruzilhada colocado pelo governo federal.

Em um artigo, como o grupo recém criado vem se posicionando, o movimento alerta que a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), responsável há quatro décadas pela operação de metrôs e VLTs em diversas capitais brasileiras, incluindo o Recife, tem sido sistematicamente invisibilizada e sucateada em discussões cruciais sobre o futuro do setor. Para o movimento, a defesa do transporte sobre trilhos passa necessariamente pelo fortalecimento da CBTU e pela valorização de sua expertise técnica, criticando veementemente a proposta de concessão à iniciativa privada.

A preocupação dos metroviários tem ficado mais evidente com as recentes notícias sobre a concessão do Metrô do Recife, com anúncios previstos já para o mês de setembro. O Movimento Articulação Metroviária adverte que utilizar falhas operacionais – que são, em sua visão, consequência direta da asfixia orçamentária imposta pelo próprio governo federal – como justificativa para desqualificar a gestão pública ou propor a privatização é uma inversão perversa da lógica do planejamento urbano. Eles reforçam que a solução para a mobilidade urbana em trilhos reside em um sistema estatal, acessível, eficiente e com gestão voltada ao interesse coletivo, e não na descontinuidade de um operador público comprovadamente competente.

Confira o artigo na íntegra:

“A efervescência recente em torno de novos projetos de VLT e metrô para o Recife e sua Região Metropolitana recolocou o transporte sobre trilhos no centro do debate público. No entanto, a forma como bancos de fomento e órgãos governamentais vêm conduzindo esse processo evidencia uma incoerência perigosa: a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), responsável há quase quatro décadas pelo metrô do Recife e pelo VLT que atende à Região Metropolitana, tem sido relegada a mera espectadora em discussões que deveriam valorizar sua experiência técnica e histórica.

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Dodge anuncia recall de 6,4 mil carros no Brasil por problema em freios

Dodge Rampage: modelos 2025 enfrentam recall por problemas em freios

A Dodge anunciou que fará o recall de 6.397 unidades da Rampage ano modelo 2025. Segundo comunicado divulgado pela marca, foi identificada a possibilidade do freio automático de emergência, chamado pela sigla AEB, permanecer desativado caso o condutor o desative e queira reativar novamente durante o percurso.

A Dodge frisa que, em casos extremos, o não acionamento pode causar acidentes com possíveis danos materiais, danos físicos ou até mesmo danos fatais aos ocupantes do veículo e a terceiros.

Os modelos envolvidos possuem o número de chassi com final entre SKR83929 e SKR97959.

O reparo consistirá na atualização do software da central HALF, que comanda a câmera frontal do carro. Os donos das picapes já podem agendar o comparecimento a uma das concessionárias para realizar o serviço de forma gratuita. A Dodge frisa no comunicado que o reparo só será realizado mediante agendamento.

A previsão para o agendamento e reparo será dada individualmente a cada proprietário. Segundo a marca, o tempo estimado para a resolução do problema é de uma hora.

Para mais informações, os proprietários podem acessar o site da marca (www.ram.com.br) e a Central de Serviços ao Cliente pelo telefone 0800 730 7060 ou pelo WhatsApp (31) 2123 8000.

Em Recife estações de BRT sofrem sem refrigeração há mais de cinco anos, estimulam as invasões e atrapalham a concessão pública

Inaugurada em 2017, três anos após o prazo de entrega prometido pelo Governo de Pernambuco, a Estação opera com infraestrutura comprometida devido ao desgaste e depredação.

Por Roberta Soares/JC

Enquanto a concessão pública dos terminais integrados de ônibus e metrô avança na Região Metropolitana do Recife, moralizando os espaços de embarque e desembarque de passageiros, as estações do sistema BRT (Bus Rapid Transit), que também fazem parte do contrato de R$ 113 milhões, comprometem a melhoria. E a culpa não é da concessionária Nova Mobi Pernambuco, vale destacar, mas do governo de Pernambuco.

Desde 2020, na pandemia de covid-19 e após o Estado decidir cancelar o contrato de segurança patrimonial privada que cuidava das estações à noite, no pós encerramento da operação, os equipamentos tiveram todos os sistemas de refrigeração roubados. Na verdade, as estações foram completamente vandalizadas e literalmente ‘canibalizadas’ por meses e meses.

Desde então, 41 das 44 estações do BRT pernambucano seguem sem ar-condicionado nos dois corredores em operação: o Norte-Sul, que liga o Centro do Recife a Igarassu, na área Norte da RMR, e o Leste-Oeste, que faz a conexão do Centro da capital com Camaragibe, na área Oeste da RMR.

As únicas estações que ainda têm ar-condicionado são do Corredor Leste-Oeste, duas delas construídas em 2021, na Avenida Conde da Boa Vista, e a estação Areinha, em Camaragibe, que funcionou como um espaço-piloto para testar algumas inovações no sistema.

Além da falta de conforto e do comprometimento da imagem do BRT, o calor nas estações gera outro problema: estimula a invasão do sistema por passageiros que não querem pagar a tarifa e provocam, consequentemente, a evasão de receita.

Como as estações não têm ar-condicionado, todas as portas das unidades – são seis portas por estação – ficam abertas para permitir algum tipo de ventilação. Muitas, inclusive, também têm apresentado problemas no sistema de fechamento das portas. Assim, são um estímulo à entrada sem o pagamento da passagem.

O contrato da concessão pública não prevê a refrigeração das estações. Na verdade, cabe ao governo de Pernambuco reinstalar os sistemas de ar-condicionado e, a partir daí, a Nova Mobi Pernambuco cuidaria da manutenção.

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Carros potentes, menos seguros e poluentes vão pagar a conta dos ‘populares’ com IPI zerado; entenda

IstoÉ Dinheiro

Renault Kwid e Fiat Mobi dominam a lista dos carros de entrada que ficaram mais baratos com a isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), garantida pelo programa Carro Sustentável, decretado pelo governo federal na última quinta-feira (10) e vigente até 31 de dezembro de 2026. Hyundai HB20, Fiat Argo e VW Polo Track completam o ranking.

Os candidatos ao desconto devem emitir menos de 83g de CO₂ por quilômetro; conter mais de 80% de materiais recicláveis; ser fabricado no Brasil (o que inclui etapas como soldagem, pintura, fabricação do motor e montagem); e se enquadrar em uma das categorias de carro compacto.

Critérios como fonte de energia, eficiência energética, potência do motor, segurança veicular e facilidade de reciclagem também têm influência sobre a alíquota base de 6,3% para veículos de passeio, podendo majorar ou diminuir pontos percentuais.

Um carro de passeio híbrido-flex, por exemplo, pode ter sua alíquota reduzida em 1,5 ponto percentual. Se também atender ao critério de eficiência do MOVER, perde mais 1 ponto, e se cumprir o nível 1 de reciclabilidade, perde outro ponto. Com isso, o IPI desse veículo cai de 6,3% para 2,8%.

Por outro lado, certas categorias terão alíquota do IPI onerada. Isso porque, para compensar a renúncia fiscal de veículos considerados sustentáveis, modelos mais potentes ou movidos apenas a gasolina ou a diesel, consequentemente mais poluentes, pagarão a conta, mesmo que híbridos. É a lógica do “soma zero”.

Vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin defende que o programa “estimula a cadeia automotiva a ser cada vez mais inovadora e sustentável, ao mesmo tempo em que gera empregos e facilita o acesso da população a carros novos, menos poluentes, mais seguros e mais econômicos”.

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Futuro do Metrô do Recife segue indefinido. Silêncio é total

Por Roberta Soares/JC

Apesar de seguir em um cenário de indefinições e com um orçamento curtíssimo, o Metrô do Recife recebeu um pequeno investimento para melhorar a infraestrutura de operação. Quase 1,4 mil (1.365,13) Kg de trilhos chegaram à superintendência da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) no Recife, adquiridos pelo governo federal via PAC Seleções – Cidades Sustentáveis e Resilientes, Subeixo Mobilidade Urbana Grandes e Médias Cidades.

O investimento, segundo a CBTU Recife, vai permitir a modernização e revitalização dos trechos mais críticos da via férrea do metrô, tanto na Linha Sul (a mais problemática atualmente) quanto na Linha Centro, a de maior demanda de passageiros.

Os trilhos chegaram via navio ainda no mês de junho, mas a CBTU Recife só divulgou nesta semana. Parte do material está numa área da Companhia próxima à estação Werneck, na Zona Oeste da capital. E, também de acordo com a CBTU, a quantidade comprada equivale a 24 km de trilhos, capazes de reconstruir 12 km de via férrea do sistema metropolitano, o que representaria pouco mais de 17% de toda a rede elétrica e a diesel do metrô, hoje com 71 km.

O investimento do governo federal foi de R$ 10 milhões e é um dos poucos feitos depois de muitos anos sem que o Metrô do Recife recebesse recursos para serem utilizados em melhorias do sistema.

O gerente técnico de Controle e Referência de Custos em Engenharia da CBTU, Felipe Maia, destacou a importância da modernização de parte da rede férrea para a segurança das viagens no sistema. “A chegada dos trilhos TR 57 e TR 45 marca um passo significativo no processo de modernização da infraestrutura ferroviária da CBTU, reforçando nosso compromisso com a melhoria contínua dos serviços prestados”, afirmou.

“Essa iniciativa representa mais do que uma renovação de ativos, é um avanço que vai proporcionar mais segurança, conforto e confiabilidade para os milhares de passageiros que utilizam o sistema diariamente”, disse.

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Frota de ônibus nunca foi tão velha na Região Metropolitana do Recife

BRUNO CAMPOS/JC IMAGEM

JC

A frota de ônibus da Região Metropolitana do Recife nunca esteve tão velha. E, o que é pior: sem perspectiva de ser renovada ou, pelo menos, modernizada. Dados de abril de 2025 mostram que, dos quase 2 mil ônibus em operação na Região Metropolitana do Recife (RMR), operados pelas empresas que ainda não têm contrato de operação -, mais de 50% está acima dos sete anos, uma idade considerada perigosa para o transporte coletivo de passageiros.

Uma análise comparativa do cadastro de frota das empresas permissionárias de transporte coletivo (que ainda não têm contrato de operação) revela um cenário de redução no número total de veículos e um significativo envelhecimento da frota entre janeiro de 2023 e abril de 2025.

Os números são referentes a 16/01/2023 e 16/04/2025 e mostram que o total de veículos registrados para o Sistema de Transporte Público de Passageiros da RMR (STPP) diminuiu de 1.826 para 1.689. Essa diferença representa uma queda de 137 veículos, equivalente a 7,5% do total.

Além da diminuição quantitativa, a qualidade da frota também apresenta sinais de deterioração. A idade média total dos veículos, que já estava baixa, subiu de 5,37 anos em 2023 para 5,59 anos em 2025. O dado mais alarmante, no entanto, é o aumento expressivo na quantidade de veículos que já operam após sua vida útil.

O número saltou de 568 em janeiro de 2023 para 868 em abril de 2025. Isso significa que, na última data analisada, mais da metade (aproximadamente 51,3%) dos veículos registrados estavam em operação mesmo tendo ultrapassado o período recomendado.

Observando as empresas individualmente, a maioria apresentou um aumento na quantidade de veículos após a vida útil. Empresas como a Borborema viram esse número subir de 136 para 186, a Caxangá passou de 105 para 234, a Empresa Metropolitana de 104 para 241, e a Globo de 27 para 62, entre outras.

Enquanto algumas permissionárias aumentaram a quantidade de coletivos (Borborema, Empresa Metropolitana e São Judas Tadeu), outras diminuíram (Caxangá, Consórcio Recife e Viação Mirim). No entanto, a tendência geral de aumento da idade média total e da quantidade de veículos após a vida útil foi observada na maioria das empresas com dados disponíveis para os dois períodos.

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Infiltração no Metrô do Recife: passageiros usam guarda-chuvas dentro do trem

Infiltração no Metrô do Recife: passageiros usam guarda-chuvas dentro do trem

LeiaJá

Um vídeo que circulou nas redes sociais, expôs uma cena inusitada e preocupante no metrô da capital pernambucana. Gravações feitas por passageiros durante um momento de chuvas mostram infiltrações no teto de um vagão do ramal Recife-Cajueiro Seco, forçando os usuários a abrirem guarda-chuvas dentro da composição para se protegerem dos pingos de água.

As imagens, que rapidamente rivalizaram, geraram forte comoção e críticas ao estado do sistema de transporte.

A situação flagrada no vídeo é apontada como mais um reflexo dos crônicos problemas estruturais que assolam o metrô recifense. Além do evidente desconforto, os usuários relatam atrasos, superlotação e sensação de insegurança.

O estudante Luiz Felipe, 19 anos, que utiliza o metrô diariamente para ir à faculdade e ao trabalho, exemplificou o descontentamento.

“Não me sinto seguro andando no metrô, não vejo seguranças ou policiais. Além disso, como a Linha Sul é antiga, os vagões não possuem ar-condicionado, o que gera ainda mais desconforto”, relatou. Felipe ainda questionou o valor da tarifa, afirmando que o preço não condiz com o serviço prestado pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), gestora do sistema.

Procurada para se manifestar sobre o ocorrido, a CBTU informou que não tinha conhecimento da infiltração específica registrada no vídeo.

“Os passageiros podem entrar em contato por meio de ligação para o Metrô Denúncia, no número 39728778, e precisam informar o número do trem para que a retirada para reparo seja providenciada”, informou a assessoria.

Concorrência dos clandestinos, falta de fiscalização do Estado e crise financeira provoca suspensão de linhas de ônibus ligando Recife ao interior de Pernambuco

As empresas de transporte intermunicipal apontam uma série de fatores que tornam a operação financeiramente insustentável

Por Roberta Soares/JC

O sistema de transporte coletivo intermunicipal de passageiros em Pernambuco enfrenta um cenário crítico que se agravou nos últimos anos e que, mais do que nunca, está prejudicando os passageiros. Empresas responsáveis pela operação de linhas que ligam a capital, Recife, a cidades do interior, principalmente da Zona da Mata pernambucana, como a Rodoviária Borborema Ltda. e a Expresso 1002, anunciaram a suspensão temporária de diversas rotas a partir dos dias 3 e 8 de junho. A decisão drástica é motivada por um grave desequilíbrio econômico-financeiro e, de forma destacada, pelo avanço descontrolado do transporte clandestino.

As empresas de transporte intermunicipal apontam uma série de fatores que tornam a operação financeiramente insustentável. Em documento encaminhado à Empresa Pernambucana de Transporte Intermunicipal (EPTI) e cujo teor foi confirmado ao JC por fontes, um dos principais problemas é a defasagem tarifária, com tarifas que não são atualizadas desde 2007. Há registros de intervalos de até 41 meses sem reajustes e, mais recentemente, 22 meses sem qualquer atualização tarifária oficial. A Rodoviária Borborema, por exemplo, projetava uma receita de aproximadamente R$ 65 mil mensais por veículo para manter suas linhas, mas a arrecadação real não ultrapassa R$ 30 mil mensais por veículo, o que representa uma redução de cerca de 54%.

Além disso, as operadoras intermunicipais não contam com subsídios que auxiliem na manutenção das linhas. Diferentemente do que ocorre na Região Metropolitana do Recife, onde empresas recebem isenção de ICMS sobre diesel e complementação de receitas para linhas deficitárias, os operadores do sistema intermunicipal não recebem essa complementação. No documento, a Borborema também teria mencionado que investimentos feitos para atender às exigências da licitação de 2014 nunca foram ressarcidos, acumulando uma frustração de receita que, segundo a empresa, ultrapassa R$ 500 milhões. A falta de cumprimento do calendário anual de revisões também contribui para o desequilíbrio.

O transporte intermunicipal é operado por sete empresas (Progresso, 1002, Borborema, Rodotur, Astrotur, Coletivos, Joalina e Logo Transporte) que transportam 1,3 milhão de passageiros por mês.

Um fator determinante para o colapso financeiro das operações é o avanço do transporte clandestino e de linhas concorrentes que operam indevidamente no mesmo território, operadas por automóveis e vans, por exemplo. Esse crescimento descontrolado de serviços não autorizados tem como consequência a redução drástica do número de passageiros pagantes.

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Bilhete unitário do Metrô Recife só será válido até este sábado

O bilhete unitário do Metrô do Recife só será válido até este sábado (31). A partir da próxima segunda-feira (02), sistema de créditos funcionará com o novo Cartão Múltiplo. Os usuários podem se cadastrar gratuitamente para obtê-lo nas 19 estações da Linha Centro desde esta sexta-feira (30).

Em nota, a CBTU Recife informou que o cadastramento será realizado das 05h às 23h. Desde a quarta-feira (28), as 10 estações da Linha Sul iniciaram o cadastramento dos usuários para o Cartão Múltiplo.

Para quem já utiliza o Cartão VEM, não há alteração.

Com o novo cartão, os usuários poderão realizar recargas até o limite de R$ 600,00, sem prazo de validade para os créditos. O primeiro cartão será disponibilizado gratuitamente, mas eventuais segundas vias terão um custo de R$ 2,00, além do valor da recarga.

O Cartão Múltiplo é de uso exclusivo no Metrô, substituindo completamente o Cartão Unitário. A mudança pretende agilizar o embarque e proporcionar maior comodidade aos passageiros.

O Metrô do Recife é composto por 37 estações e duas linhas: Linha Centro, que se divide nos ramais Camaragibe e Jaboatão, e Linha Sul, que se integra ao sistema de Veículos Leves sobre Trilhos (VLT), que circulam com tração a diesel.

Metrô do Recife deve ser privatizado até 2026 e nova gestão deve começar em 2027; veja cronograma

Metrô na Estação Recife — Foto: Reprodução/TV Globo

Um meio de transporte essencial para milhares de pessoas no Grande Recife, mas que se tornou sinônimo de transtorno. O metrô, que deveria oferecer agilidade, opera com um sistema complexo e repleto de falhas que se arrastam por anos. Agora, os governos federal e estadual apostam na privatização do serviço para tentar resolver esses problemas crônicos.

Conforme consta no projeto da concessão, o leilão para concessão do serviço à iniciativa privada deve ser realizado até 2026, e a nova gestão deve começar em 2027.

A autorização para que o processo de concessão comece foi publicada no Diário Oficial da União neste mês, e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) será o responsável por conduzir todo o trâmite.

Confira, abaixo, o cronograma:

  • Realização de estudos técnicos e consulta pública: 3º trimestre de 2025;
  • Aprovação dos órgãos de controle: 2º trimestre de 2026;
  • Publicação do edital: 2º trimestre de 2026;
  • Leilão: 4º trimestre de 2026;
  • Formalização do contrato: 1º trimestre de 2027.

Por meio de nota, o governo do estado disse que, desde 2023, “tem colocado ao governo federal a urgência e relevância de realização de investimentos no metrô do Recife”, tendo, inclusive, solicitado recursos no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

“No atual momento, o estado está acompanhando e discutindo a conclusão desses estudos e do modelo proposto, bem como as condições para celebração de acordo de cooperação técnica com a União, com acompanhamento do BNDES, que discipline, dentre outros temas, a responsabilidade de cada parte na futura concessão e as regras relacionadas aos bens do metrô do Recife, buscando o modelo que melhor atenda aos usuários dos serviços”, informou o governo.

Problemas antigos

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Metrô do Recife chega aos últimos dias com Bilhete Unitário; Cartão Múltiplo começa a ser usado na próxima segunda-feira

Metrô do Recife chega aos últimos dias com Bilhete Unitário; Cartão Múltiplo começa a ser usado na próxima segunda (2)

O acesso às estações do Metrô do Recife com o Bilhete Único encerra no próximo sábado (31). O cartão vai sair de circulação para o uso Cartão Múltiplo, exclusivo para o metrô. A emissão da 1ª via dos novos cartões é gratuita.

As dez estações da Linha Sul começou a realizar os cadastros a partir desta quarta-feira (28). O atendimento foi feito até às 20h, mediante apresentação do CPF e documento com foto do usuário.

Vale lembrar que todas as estações do sistema recebem pagamentos via Pix.

Benefícios

A campanha de emissão do Cartão Múltiplo começou em março. De acordo com a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), a novidade vai oferecer uma série de benefícios aos usuários.

Entre as melhorias, a empresa destaca que os créditos não terão prazo de validade e que as recargas serão mais rápidas, com limite de R$ 600. Caso o passageiro perca o Cartão Múltiplo, a 2ª via vai custar R$ 2,00, informou a CBTU.

Segredo: os 6 novos carros que a Stellantis vai produzir em Pernambuco até 2030

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Estadão

Na última semana, a Stellantis anunciou que o Polo Automotivo de Goiana, em Pernambuco, produzirá seis novos modelos até 2030 – ano o qual se encerra o ciclo de investimentos na ordem de R$ 13 bilhões, divulgado recentemente. Além disso, o complexo fabril vai incorporar a produção de mais uma marca e terá, a princípio, um carro híbrido com tecnologia Bio-Hybrid e lançamento fechado para o ano que vem. Nada foi detalhado pela fabricante, mas não faltam especulações.

De acordo com Emanuele Cappellano, presidente da Stellantis América do Sul, todos os carros fabricados pela empresa no Polo Automotivo de Goiana terão versões com algum tipo de eletrificação até o fechamento deste ciclo de investimentos – que engloba apenas a linha de produtos. O primeiro deles é o conjunto híbrido leve de 48 volts feito ainda sobre a plataforma Small Wide que, por ser modular, permite certos níveis de eletrificação.

Essa mecânica, a princípio, deve equipar a picape Fiat Toro – já flagrada com visual repaginado – a partir do ano que vem. O principal chamariz será o motor 1.3 GSE turboflex, quatro cilindros, de até 176 cv aliado a um conjunto elétrico de 48V. Em síntese, o híbrido leve flex tem 30 cv extras (que vêm do elétrico adicional) e aproximadamente 8 mkgf de torque a mais. Há possibilidade de acelerações apenas em modo elétrico em situações pontuais, a fim de economizar combustível e emissões.

Gradativamente, o conjunto chegará aos demais modelos fabricados no complexo (RAM Rampage e os SUVs da Jeep Renegade, Compass e Commander). Ou seja, o comercial leve puxará a fila de lançamentos, sendo o primeiro dos seis. Afinal, conforme apontou Cappellano durante a coletiva de imprensa realizada em Recife (PE) na semana passada, “Cinco destes nomes (no caso, os seis novos carros) já existem e um é novidade”.

Lançado em 2021, o Jeep Commander também já está com a data de reestilização batendo à porta. Com ela, virá também a nova motorização híbrida leve de 48V. Na sequência, lá para 2028, a RAM Rampage receberá as mesmas atualizações em seu facelift de meia vida. E há possibilidade de as versões diesel também ganharem eletrificação, pois Cappellano deixou bem claro que essa possibilidade existe. “Eletrificar o diesel é uma opção interessante pensando em picape, por exemplo”, ponderou.

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Metroviários receberam com revolta concessão do Metrô do Recife pelo governo federal

O Sindmetro-PE divulgou uma nota oficial nas redes sociais manifestando profunda indignação diante da publicação da Resolução CPPI nº 324, que trata dos primeiros passos para a concessão privada do Metrô do Recife.

“Após diversos esforços e articulações realizados desde a última gestão, e depois de resistirmos à privatização mesmo sob um governo federal de extrema-direita, além de toda a luta pela retirada da CBTU do Programa Nacional de Desestatização (PND), essa decisão não é a resposta que a categoria esperava de um governo que se apresenta como representante dos trabalhadores”, pontuaram, em referência ao governo Lula.

“A medida não nos pegou de surpresa, mas nos causa revolta. Tanto que o Sindmetro-PE, além de ter como bandeira um metrô de qualidade, público e com tarifa social, promoveu, nos últimos tempos, a maior luta sindical pela proteção do emprego público federal de seus trabalhadores”.

“Após inúmeras reuniões em Brasília, envolvendo cinco ministérios, a forte articulação política resultou na conquista do Acordo Coletivo Especial de Trabalho, assinado em novembro de 2024 — sendo a única categoria de trabalhadores do Brasil com essa proteção ao vínculo de emprego”.

De acordo com a entidade, esse é um ponto extremamente importante para os metroviários de Recife. “O Art. 4º da Resolução CPPI nº 324, publicada hoje, revoga a possibilidade de criação da subsidiária da Superintendência Regional de Recife, diferentemente do que foi feito com os metroviários de Belo Horizonte. Isso só foi possível porque o ACE garante o vínculo empregatício público federal dos metroviários, impedindo que sejam transferidos para o Estado ou para qualquer concessionária da iniciativa privada”.

Ao se dirigir diretamente aos funcionários, a entidade disse que categoria que seguirá em todas as frentes de luta, jurídica, política e social.

“Sabemos que ainda temos um longo caminho pela frente, mas estamos totalmente dispostos a enfrentá-lo. Com a categoria unida em defesa dos empregos e de um transporte público, gratuito e de qualidade, manteremos nossa força e determinação na luta pelos nossos direitos”.

O sindicato também informou à categoria que notificará oficialmente o Governo Federal e exigirá respostas, transparência e a participação da representação dos trabalhadores em todas as etapas de qualquer processo, especialmente deste.

“Não aceitaremos essa ação e iremos ao enfrentamento. NÃO À PRIVATIZAÇÃO! Metroviários unidos!”, concluem.