
Por Raphael Guerra/ Ronda JC
Armas de fogo apreendidas pela polícia – e que são necessárias para investigações de crimes – estão sendo guardadas em um espaço improvisado e precário no Comando de Operações Especiais (Core), em Olinda. Imagens recebidas pela coluna Ronda JC mostram um contêiner, prestes a desabar, onde há várias sacolas com as armas.
O espaço mais lembra um depósito velho e abandonado, diferentemente do que deveria ser na prática. Afinal, foi pela falta de segurança e controle que centenas de armas e milhares de munições foram desviadas da antiga sede do Core, na área central do Recife, e foram vendidas para facções criminosas. O caso, descoberto no começo de 2021, levou à prisão de policiais civis.
Mesmo em um novo endereço, inaugurado há poucos meses, a falta de estrutura para garantir a segurança das armas de fogo permanece. Na semana passada, um policial civil, que trabalha no Core, gravou um vídeo para mostrar aos seus superiores a situação do contêiner onde estão as armas.
“Essa prateleira todinha está caindo. O que está segurando é a porta. Tá muito arriscado. Tá caindo mesmo”, diz em um dos trechos do vídeo, recebido anonimamente pela coluna.
Diante da gravidade da situação, uma outra policial civil enviou comunicado interno ao gestor do Core, o delegado Gilberto Loyo, pedindo providências.
A coluna teve acesso à íntegra do texto. A policial cita que “os armamentos são pesados e a capacidade de suporte de algumas das estruturas feitas em madeira é baixa”. E que “estas estruturas não passam por manutenção”.
Ela solicita, no documento, que seja encaminhado “um marceneiro para realizar o conserto e reforço das estruturas deste contêiner”.
Diz ainda que, por medida de segurança, o espaço foi interditado, “dificultando organização, restituição de armas, solicitações para testes no IC (Instituto de Criminalística), separação de armas para destruição, entre outras demandas”.
No dia seguinte, em outra comunicação interna, o delegado Diogo Faria de Almeida, assessor do Core, pede à chefia direta, em caráter de urgência, a reforma do espaço.
Ele cita a importância da reforma “visando evitar acidentes, e como forma de não parar os recolhimentos de armas de fogo apreendidas nos Institutos de Criminalística do Estado, para dar cumprimento ao cronograma estabelecido junto a Chefia de Polícia e a Secretária de Defesa Social”.
O que diz a Polícia Civil
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