Excluídos do PT incluem eleitores de Bolsonaro e vice da Câmara que hoje produz pitaia

O ex-deputado André Vargas ao lado de caixas carregadas de pitaia

A lista de filiados ao PT que deixaram o partido nos últimos 20 anos inclui fundadores do PSOL, mas também políticos que migraram para a direita, entre eles alguns que admitem votar em Jair Bolsonaro (PL).

A dispersão foi motivada, principalmente, pela insatisfação da ala mais à esquerda com a política econômica da primeira gestão de Lula (2003-2006) e pelos escândalos do mensalão (2005) e petrolão (a partir de 2014), que abateram expoentes da sigla.

Em 2013 e 2014 André Vargas (PR) foi vice-presidente da Câmara dos Deputados, um dos cargos mais importantes da República. Forçado a se desfiliar às vésperas da campanha pela reeleição de Dilma Rousseff, hoje ganha à vida produzindo pitaias em um sítio em Ibiporã, cidade vizinha a Londrina.

​​​​Vargas teve um dos momentos de maior notabilidade quando afrontou o então presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa, em uma solenidade na Câmara, em 2014.

Na ocasião, ele repetiu para fotógrafos, ao lado do presidente do tribunal, o mesmo gesto de punho cerrado feito por petistas condenados no mensalão, no momento em que foram presos. Barbosa relatou o processo no STF.

O então deputado acabou caindo em desgraça após a Folha revelar ligações com o doleiro Alberto Youssef. Teve o mandato cassado pela Câmara dos Deputados, foi condenado pelo então juiz Sergio Moro e preso.

“Eu fiquei 42 meses preso, na mesma cela do Vaccari [João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT], e dizia que a Lava Jato mergulharia o Brasil em anos de escuridão. Não imaginava que seria tão intenso”, afirmou Vargas, dizendo-se inocente.

De acordo com o ex-deputado, sua relação com o cárcere não foi de abatimento. “Trabalhei todos os dias, li 236 livros, fiz todos os cursos oferecidos, cada dia era um dia a menos. Tem gente que briga com a cadeia, se revolta. Para esses, cada dia é um dia a mais, tudo depende da forma como você encara”.

O ex-petista afirma que aguarda votação de habeas corpus no STF que pede a anulação de suas duas condenações e diz que continua militando por Lula e por candidatos do partido, tarefa que divide com o pomar.

“Estou iniciando a produção [de pitaias], faço venda direta e em supermercados de Londrina. Estou no segundo ano, ainda é um pomar novo, neste ano devo colher umas 8 toneladas”.

A primeira cisão no PT após Lula chegar ao poder se deu ainda em 2003 envolvendo os chamados “radicais do PT”, que faziam críticas abertas à política econômica de Antonio Palocci.

O estopim da crise aconteceu quando a senadora Heloísa Helena (AL) e os deputados Babá (PA), Luciana Genro (RS) e João Fontes (SE) se recusaram a apoiar a proposta de reforma da Previdência de Lula.

O PT expulsou os quatro, sendo Fontes de forma sumária por ter divulgado um vídeo com imagens de Lula em 1987 atacando propostas de mudança na Previdência.

Quase 20 anos depois, o outrora “radical do PT” hoje está filiado ao PSB e, embora critique Jair Bolsonaro, diz que repetirá o que fez em 2018 e votará nele caso o segundo turno seja contra Lula.

“No PT eu não voto. Eu e a Heloísa Helena, a gente não pode votar no PT. Eu andei, amigo, seis meses com colete à prova de bala [na época de sua expulsão do PT]”, disse Fontes.

Ler mais

Lula e Bolsonaro estarão no 2º turno em disputa por menor rejeição, diz Ciro Nogueira

Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva

Folha de S.Paulo

O ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, afirmou em entrevista exibida neste domingo (06) que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o atual presidente Jair Bolsonaro (PL) estarão no segundo turno das eleições e que a disputa representará um duelo pela menor rejeição.

“Acho impossível Lula e Bolsonaro não estarem no segundo turno”, afirmou em entrevista exibida pela BandNews TV e pela Band, descartando a chance de sucesso de uma terceira via na corrida presidencial.

“Vai ser uma disputa de rejeição”, disse. “Acho que quem tiver maior capacidade de trazer esperança para as pessoas e de mostrar o que aconteceu, o que foi feito e o que pode ser feito é quem vai ganhar essa eleição. E por isso acredito na reeleição do presidente”, complementou.

A rejeição a Bolsonaro é um dos maiores entraves para sua campanha. Segundo a última pesquisa Datafolha, feita em dezembro, 60% dos eleitores afirmaram não votar nele de jeito nenhum. No caso de Lula, o percentual é de 34%.

O ministro afirma que o repúdio a Bolsonaro hoje é fruto de uma “polarização jamais vista na história”. Para ele, o presidente tem se dedicado ao que importa em vez de alimentar um clima de instabilidade por questões que não melhoram a vida da população.

“O país não vai voltar a ter instabilidade como tínhamos naquela época que você citou [em setembro, cinco meses atrás, quando o presidente ameaçou o Supremo Tribunal Federal]. Não temos condição, nós não temos o direito”, afirmou.

Questionado sobre por que mudou de opinião sobre Bolsonaro, já que antes do governo chegou a chamá-lo de fascista, o ministro respondeu que não concordava muito com o deputado Bolsonaro. “Agora, o presidente Bolsonaro que eu conheci não dá para comparar”, disse.

“Não tenho dúvida que ali foi um erro, e hoje eu tenho uma avaliação completamente diferente e uma admiração e um orgulho de estar ao lado do presidente nesse momento”, afirmou.

Sobre o discurso antivacina de Bolsonaro, o ministro respondeu que o importante são “as ações” e que não há imunizante aplicado no Brasil que não tenha sido comprado pelo governo federal.

Ler mais

Novo vice do PL quer juntar “bancada da bala” no partido de Bolsonaro

Capitão Augusto (na esquerda) durante ato do PL

Escolhido vice-presidente nacional do PL na semana passada, o deputado Capitão Augusto (PL-SP), coordenador da “bancada da bala” no Congresso Nacional, tem um propósito no posto que agora ocupa.

Na foto acima, Augusto está no canto esquerdo, durante convenção do partido, semana passada, que o escolheu vice-presidente do PL.

Augusto disse que uma de suas missões será de buscar novas filiações ao PL, em especial os parlamentares e lideranças desse segmento que defende, o das armas.

“A bancada é unida, mas está espalha em vários partidos. Vamos tentar unir todo esse grupo ao lado do partido do presidente. Será mais fácil para enfrentar essas eleições de 2022”, disse Capitão Augusto.

Segundo ele, o objetivo é filiar cerca de 300 mil pessoas para o PL nos próximos dois meses.

Refinaria privatizada na Bahia vende combustível mais caro que a Petrobras

Sob gestão privada desde 1º de dezembro, a refinaria de Mataripe, na Bahia, promoveu em janeiro três reajustes e vende hoje gasolina e diesel a preços superiores aos praticados pelas refinarias da Petrobras.

A diferença tem impacto no bolso do consumidor baiano e é criticada por opositores da privatização das refinarias da Petrobras, mas vista por outros agentes do mercado como um reforço na percepção de que a estatal vem segurando os repasses da alta no mercado internacional.

A Acelen, veículo do fundo árabe Mubadala que opera a refinaria, diz que gasolina e diesel são commodities internacionais cujos preços variam conforme as cotações do petróleo e a variação do dólar e que tem critérios “claros e transparentes” de reajustes.

Localizada em São Francisco do Conde (BA), a refinaria de Mataripe foi comprada pelo Mubadala por US$ 1,65 bilhão (R$ 8,7 bilhões, pela cotação atual), a maior operação já concluída dentro do programa de redução da participação estatal no parque de refino.

Segundo o Observatório Social da Petrobras, sua gasolina de Mataripe custa hoje R$ 3,32 por litro, R$ 0,14 a mais do que a média cobrada pela estatal. O diesel-S10 é vendido pela empresa a R$ 3,676 por litro, R$ 0,06 acima do praticado pela estatal.

Em janeiro, enquanto a Petrobras promoveu um reajuste em seu preço de venda do combustível, no dia 11, a Acelen anunciou três aumentos, nos dias 1º, 15 e 22. “Percebemos que os reajustes da Acelen acontecem com uma frequência maior do que a da Petrobras e, como ela tem acompanhado a variação internacional, acaba causando desequilíbrio no mercado”, diz Walter Tannus, presidente do Sindcombustíveis-BA, que representa os postos do estado.

Ele afirma que os postos de gasolina próximos a divisas com outros estados reclamam perda de 40% a 50% nas vendas, já que os consumidores têm preferido viajar para encher o tanque com gasolina mais barata em estados vizinhos.

Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) mostram que a gasolina nos postos da Bahia ficou 3% mais cara em janeiro, enquanto na média nacional o aumento foi de 0,9%. Na última semana de janeiro, o preço médio da gasolina no estado ultrapassou a barreira dos R$ 7 por litro, chegando a R$ 7,024. Além da Bahia, quatro estados tinham preço médio acima desse patamar no mesmo período: Acre, Goiás, Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro.

Ler mais

Bolsonaro ouve caminhoneiros e aciona ministro da Justiça

Durante passeio, Bolsonaro parou para tomar café em resturante

Poder360

O presidente Jair Bolsonaro (PL) passeou de moto neste domingo por regiões localizadas no entorno do Distrito Federal. No caminho, visitou uma cachaçaria e um restaurante, conversou com caminhoneiros em um posto de combustíveis, ouviu queixas a respeito de taxas cobradas pelos estabelecimentos, e depois parou em um clube de tiro. O passeio durou aproximadamente 3 horas.

O grupo disse ao presidente que alguns postos os obrigam a abastecer no local ou a pagar uma taxa para pernoitar no pátio dos estabelecimentos. Disseram também que caminhoneiros têm estacionado em locais não permitidos e correm o risco de sofrer acidentes para não pagar a taxa.

Ao deixar o local, Bolsonaro disse que ligou para o diretor-geral da PRF (Polícia Rodoviária Federal), Silvinei Vasques, mas que ele não atendeu. Afirmou então que conversou com o ministro da Justiça, Anderson Torres, sobre o caso e pediu uma solução.

O presidente colocou a ligação no viva-voz para que os motoristas também pudessem ouvir e explicar a questão diretamente ao ministro. “Liguei para o ministro da Justiça para ver se é legal isso. Se não for, [pedi para] tomar as devidas providências. E buscar uma maneira de atender os caminhoneiros neste quesito também”, declarou.

O presidente também esteve na cachaçaria Cambéba, em Alexânia, em Goiás, e no restaurante Sabor de Minas, em Engenho das Lages, no Gama, cidade satélite do Distrito Federal, onde tomou um café. Depois foi para o Clube de Tiro Matsumoto, no Recanto das Emas, outra cidade satélite do Distrito Federal.

“Dei uns tiro com a minha [arma] 9 milímetros. Os Cacs (sigla utilizada para o grupo de colecionadores, atiradores desportivos e caçadores, que podem solicitar porte de armas), os clubes de tiro têm crescido no Brasil e, não por acaso, a violência tem diminuído. A arma de fogo legal está diretamente associada, no meu entender, à diminuição da violência no Brasil”, disse Bolsonaro.

O tenente Mosart Aragão, assessor especial de Bolsonaro, e o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente, o acompanharam. A comitiva tinha cerca de 10 motos, duas vans e foi escoltada pela Polícia Rodoviária Federal.

Rosangela reclama de ser chamada de “mulher de Moro”

Rosângela Moro olhando para Moro

A advogada Rosangela Wolff Moro criticou em seu perfil no Instagram, a revista Veja por tratá-la em título de reportagem como “mulher” do pré-candidato à Presidência Sergio Moro (Podemos).

A reportagem é sobre uma declaração de Rosangela em defesa de Moro, que é alvo de investigação do Tribunal de Contas da União (TCU). Na última sexta-feira o Ministério Público junto ao TCU pediu a indisponibilidade dos bens do ex-juiz como medida cautelar para auxiliar em apuração sobre suposta sonegação de impostos.

Segundo Rosangela, ela e Moro são unidos “por laços de amor e respeito”, mas são duas pessoas.

“Isso entristece. Cuidamos da casa, dos filhos, trabalhamos, pagamos boletos e tenho que ler isso? Meu nome: Rosangela Wolff Moro, casada – com muito orgulho – com Sergio, mas somos 2, unidos por laços de amor e respeito, mas somos 2. Nem ele me apresenta assim”, disse.

“Precisamos nos posicionar! Somos competentes e valentes”, completou.

https://static.poder360.com.br/2022/02/rosangela-1.png

Uma usuária ainda comentou: “A mesma mídia que fala dos direitos das mulheres e blá blá blá, nos tratam como propriedades dos homens… Até quando o jornalismo vai se contradizer nesse país? É o famoso: teoria X prática”.

Rosangela respondeu: “E temos muitas jornalistas mais eficientes”.

Após ataque, Deltan rebate Renan: “Ficha marcada por crimes”

Ex-procurador e ex-coordenador da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol

O ex-coordenador da Lava Jato Deltan Dallagnol usou as redes sociais para responder o senador Renan Calheiros (MDB-AL), depois de ser chamado de “pivete” pelo congressista.

Dallagnol disse que “há políticos com uma ficha marcada por crimes, roubalheira e coronelismo”. Afirmou também que existem “cupins” que se alimentam da República “há vários anos”.

O ex-coordenador da Lava Jato, cotado para disputar uma vaga de deputado federal pelo Podemos, disse que não está nessa lista, mas que “o povo sabe quem está”.

Veja abaixo a sequência de tweets publicados por Dallagnol em resposta ao senador:

https://static.poder360.com.br/2022/02/tweets-deltan.png

Augusto Aras rebate críticas e afirma que investigação da CPI da Pandemia não está parada

Procurador-geral da República, Augusto Aras recebe relatório final da CPI da Pandemia

CNN Brasil

Incomodado com as críticas de integrantes da CPI da Pandemia, o procurador-geral da República, Augusto Aras, veio a público neste domingo dizer que a investigação sobre erros e omissões do governo na pandemia não está parada.

Augusto Aras afirmou que “os resultados da CPI seguem o devido processo legal, com o Ministério Público atuando juntamente com cada um dos relatores, ministros do STF, cujas diligências investigativas vêm sendo realizadas, nos termos da lei”.

A CPI recomendou o indiciamento de 12 pessoas com foro privilegiado. O alvo principal é o presidente da República, Jair Bolsonaro, acusado de cometer crimes como prevaricação, crime contra humanidade e crime de responsabilidade – que, em última instância, poderia fundamentar um processo de impeachment.

Perguntado se ainda em 2022, as investigações terão desfecho e se isso significará a punição das pessoas cujo indiciamento a CPI recomendou, Aras disse que o resultado depende da conclusão das diligências. O procurador-geral também evitou fazer juízo de valor sobre o que já teria avançado passados três meses do fim da Comissão Parlamentar de Inquérito.

Na semana passada, o presidente da CPI, Omar Aziz, afirmou à CNN que “os culpados por mais de 600 mil mortes (pelo coronavírus) seguem livres, leves e soltos”. O vice-presidente da comissão, Randolfe Rodrigues, chegou a afirmar que pediria o impeachment de Aras. Há pressão para que o procurador-geral seja ouvido no Senado para prestar esclarecimentos sobre o andamento da investigação.

“A lei impõe o sigilo. Somente os ministros relatores podem suspendê-lo. Não podemos propiciará nulidades”, afirmou, neste domingo, justificando o fato de não explicar detalhes sobre o desdobramento da apuração.

Ler mais

‘Composição do preço dos combustíveis é bastante grave’, diz Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro participa de cerimônia no Palácio do Planalto Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo/12-01-2022

O presidente Jair Bolsonaro criticou neste domingo a incidência de imposto estadual — o ICMS —  sobre os combustíveis. No momento em que o Congresso debate, tanto na Câmara quanto no Senado, propostas que podem reduzir a carga tributária sobre gasolina, diesel e gás, Bolsonaro defendeu a revisão.

Após fazer um passeio de moto por regiões do Distrito Federal e de Goiás, Bolsonaro tratou do assunto com a imprensa.

— Deixo claro, a composição do preço dos combustíveis é bastante grave. Desde janeiro de 2019 o valor, por parte do governo federal, sempre foi o mesmo. Já no tocante ao ICMS quase dobrou o valor desses impostos, disse o presidente.

Na Câmara, houve a apresentação de projeto do deputado Christino Áureo (PP-RJ). Com aval do presidente, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) reduz os impostos sobre os combustíveis com um escopo bem maior do que fora acordado com o ministro da Economia, Paulo Guedes.

O movimento intensificou a preocupação entre os técnicos da equipe econômica de que esta pode ser a primeira de várias ameaças fiscais deste ano eleitoral.

No mesmo dia, começou a tramitar no Senado uma PEC ainda mais ampla, já chamada por auxiliares de Guedes de “PEC Kamikaze”. Se a proposta da Câmara já teria um impacto robusto, de R$ 54 bilhões, o texto do Senado sobe a fatura para mais de R$ 100 bilhões.

Ler mais

Marconi Santana reforça investimentos para o homem do campo no município de Flores

O prefeito de Flores, Marconi Santana, tem se dedicado pessoalmente em levar ações e investimentos para o homem e mulher do campo. Ao mesmo tempo em que garante arações de terra em centenas de propriedades rurais, que já chegou para os moradores das comunidades rurais de Carvalhada, Brejo de Queimadas, Moça Bronca, Riachão, Urubu, Felipe, Volta do Enjeitado, Carneiros e Saco do Romão.

Marconi tem mantido uma agenda de perfuração de dezenas de poços artesianos, em diversas localidades rurais do município, através do maior Programa de Ação Hídrica de Pernambuco.

“Estamos focados em manter uma agenda de trabalho voltada para melhoria do homem e a mulher do campo, principalmente com a perfuração de poços artesianos, através do Programa Água é Vida, que chegou hoje cedinho ao Sítio Queimada Grande, para felicidade do Sr. Manoel Barbalho e dezenas de moradores da mesma região”, comemorou o prefeito de Flores.

Oposição vê vantagens em disputar Governo contra Danilo Cabral

A candidatura do deputado federal Danilo Cabral para a sucessão ao Governo do Estado não foi recebida com unanimidade dentro da Frente Popular, mas, na chamada Oposição, foi o contrário. Isso porque o grupo considera o cenário oportuno para tirar do Palácio o PSB, que está há 16 anos no poder. “Esta é a chance da oposição tomar o poder e o cenário se mostra muito favorável”, avaliou um oposicionista em reserva, referindo-se ao nome de Danilo.

Como até alguns integrantes da base já falaram nos bastidores, Danilo não seria o nome mais forte politicamente falando para a disputa. Diferente do secretário da Casa Civil, Zé Neto, que iniciaria o pleito já com o apoio massivo dos prefeitos do grupo.

Somado à isso, a oposição deverá usar como discurso o fato de o escolhido ser um governador de apenas “quatro anos”, já que o atual prefeito do Recife, João Campos, estará apto a disputar a sucessão de 2026. Considerado o herdeiro político do “clã”, o prefeito do Recife não esconde de ninguém que gostaria de repetir o bisavô, Miguel Arraes, e o pai, Eduardo Campos, que governaram Pernambuco.

“A disputa já começa com a indicação de um candidato que não foi a escolha do próprio governador…”, observa um deputado de oposição, lembrando a velha prática do “corpo mole” de outras disputas.

Na oposição, os nomes colocados como possíveis pré-candidatos são os do prefeito de Jaboatão, Anderson Ferreira, da prefeita de Caruaru, Raquel Lyra, e do prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (DEM). Anderson e Raquel trabalham em conjunto, unindo forças, desde o ano passado percorrendo todo o Estado e revezando-se em eventos e entrevistas. O acordo inicial é o de que o nome mais forte entre os dois será o cabeça da chapa.

Já Miguel seguirá no pleito com o apoio declarado do ex-juiz e ex-ministro presidenciável, Sérgio Moro. Para este sábado, também está agendado um encontro entre Miguel e Raquel, quando se dará o início do debate sobre as estratégias que serão adotadas pela oposição no primeiro turno, e costuras de apoio para um possível segundo turno.

Debate sobre privatizações opõe pré-candidatos à presidente; veja o que eles pensam

https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/7l/0x/h1/7l0xh17vg2j3rfhuu0v9a7d9y.jpg

Com um cenário de estagnação econômica, pandemia de Covid-19 e alta de preços de combustíveis e de energia, o debate sobre privatizações passou a ter papel de destaque na pré-campanha presidencial. Enquanto nomes como João Doria (PSDB) e Sergio Moro (Podemos) defendem o enxugamento do Estado, inclusive através da venda de bancos públicos, Lula (PT) e Ciro Gomes (PDT), apesar de divergências entre si, acenam com a reversão de participações do capital privado em empresas públicas. O presidente Jair Bolsonaro (PL), eleito com uma plataforma liberal em 2018, ainda avalia como tratará o tema e qual será o papel na campanha do ministro da Economia, Paulo Guedes, em meio a idas e vindas em projetos de privatização.

Desde a sucessão de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) por Lula no Planalto, há duas décadas, envolta em discursos polarizados sobre maior ou menor participação estatal, o tema tem sido uma das pautas centrais na área econômica, dividindo espaço com a agenda de reformas e o desemprego. Outra vez no foco, o assunto fortalece discursos contrários ao bolsonarismo, na avaliação de assessores econômicos de presidenciáveis.

Bolsonaro, cuja equipe econômica projetava arrecadar até R$ 1 trilhão com desestatizações na campanha de 2018, inicia o quarto ano de governo sem ter vendido nenhuma estatal sob controle direto da União. No último triênio, houve redução de 209 para 158 estatais, em muitos casos graças a incorporações. Para a campanha de 2022, Bolsonaro ainda não definiu se Guedes será novamente responsável pelo programa econômico. O ministro acumula desgastes com o Congresso, e duas das desestatizações que trata como prioridade neste ano, a da Eletrobras e dos Correios, enfrentam resistências políticas e técnicas. Segundo o Valor, o Tribunal de Contas da União (TCU) identificou uma subavaliação “expressiva” na outorga da estatal de energia, definida em R$ 23,2 bilhões, o que gera novo entrave ao processo.

Lula e Ciro, que têm feito críticas a privatizações, aproveitaram problemas na gestão Bolsonaro para defender a participação estatal nas empresas. O petista, que usou a estratégia de atacar vendas nas área de mineração e de distribuidoras de energia nos governos FH em campanhas contra o PSDB, em 2002 e 2006, tem visto aliados marcarem posição contra privatizações dos Correios e da Eletrobras.

Ler mais

1ª sessão da Câmara de Vereadores de Serra Talhada foi marcada por cobranças

https://juniorcampos.net/wp-content/uploads/2020/11/Camara-de-Vereadores-de-Serra-Talhada-533x300-1.jpg

Da Assessoria

Na pauta da primeira sessão ordinária da Câmara Municipal de Serra Talhada, o vereador Rosimério de Cuca cobrou providências da gestão municipal com relação a Central de Abastecimento de frutas e verduras de Serra Talhada, por conta das constantes cheias, alagando o espaço e impedindo a comercialização dos feirantes.

Já André Maio trouxe para a tribuna a falta de cumprimento da lei de gratuidade na passagem de ônibus dos idosos, por parte dos transportes públicos municipais. De acordo com o vereador, em alguns casos, ao perceber que o passageiro se trata de um idoso, o motorista do veículo nem faz a parada no ponto de ônibus.

O vereador Zé Raimundo falou sobre a importância em acelerar a reforma do PCC da Educação, a fim de melhorar a situação dos aposentados.

Líder da oposição, Pinheiro do São Miguel fez críticas aos pontos críticos de alagamento em Serra Talhada, com ruas e avenidas dos bairros esburacadas, dificultando, também, a mobilidade urbana.

Diante do exposto por Pinheiro, o vereador Vandinho da Saúde cobrou da equipe uma fiscalização e controle maior para avaliação dos novos projetos de loteamentos da cidade, inclusive focando a drenagem de água e esgoto, evitando problemas futuros.

E Gin Oliveira defendeu a ideia de ter um campo definitivo no bairro da Cohab para a prática desportiva

CBF divulga tabela da Série B do Brasileirão 2022 com o Sport Recife enfrentando o Sampaio Corrêa na primeira rodada

A CBF divulgou a tabela da Série B do Campeonato Brasileiro 2022. O detalhamento das 38 rodadas foi enviado aos clubes e federações após a reunião do conselho técnico da competição.

O Brasileirão Série B terá seu pontapé inicial no dia 8 de abril, com a primeira rodada. A competição está prevista para ser disputada até o dia 5 de novembro, data marcada para a 38ª rodada. O início do returno está marcado para o dia 22 de julho. Ao fim do campeonato, os quatro melhores times conquistam o acesso à Série A e os quatro últimos colocados são rebaixados para a Série C em 2023.

A competição começando no dia 8 de abril e já na primeira rodada (até o dia 9) terá ex-campeões da elite do futebol nacional frente a frente: Cruzeiro x Bahia. Outros grandes clubes também lutarão para retornar à Série A: o Vasco estreará contra o Vila Nova; o Grêmio contra a Ponte Preta; o Sport contra  o Sampaio Corrêa; e a Chapecoense contra o Ituano.

A Série B contará com os times recém-chegados à Série B são Criciúma, Ituano, Novorizontino e Tombense (os quatro primeiros colocados da Série D no ano passado); os quatro rebaixados da Série A em 2021 (Grêmio, Sport, Bahia e Chapecoense), além das equipes remanescentes da segunda divisão do ano passado.

Confira Aqui todos os jogos da Série B 2022.

FNDE alerta prefeituras e secretarias de Educação sobre a importância da inspeção dos veículos escolares para a volta às aulas

lçto07planalto.5.jpg

Em muitos municípios brasileiros o ano letivo está começando nesta segunda-feira (07) e, com o retorno das aulas, os ônibus escolares custeados pelo Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (Pnate) e ofertados pelo Programa Caminho da Escola voltam a suas atividades. Assim, pela segurança dos estudantes, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) alerta prefeituras e secretarias de Educação para que estabeleçam parcerias com os órgãos de trânsito local, com o intuito de garantir a efetiva fiscalização dos veículos escolares, conforme previsto nos artigos 136 a 139 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Todos os veículos devem atender as exigências previstas no CTB.  A revisão anual dos ônibus é de responsabilidade das entidades executoras e está prevista no § 4º e § 5º do art. 13 da Resolução CD/FNDE Nº 18 de 22 de outubro de 2021.

Os dados dos veículos e dos condutores do transporte escolar deverão ser registrados no Sistema Eletrônico de Gestão de Transporte Escolar (SETE), que se tornou obrigatório este ano para os entes federados que utilizam recursos do Pnate.

Clique aqui para acessar o SETE.