Banco Central proíbe propagandas e ofertas comerciais em comprovantes de pagamento do Pix

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Estadão

O Banco Central proibiu a inclusão de propagandas, publicidade, ofertas comerciais, hiperlinks ou quaisquer conteúdos não relacionados à transação em comprovantes de pagamentos do Pix.

Segundo a autarquia, a medida visa preservar a finalidade exclusiva do comprovante, de registrar e demonstrar a transação realizada, e reduz o risco de que o documento seja utilizado como vetor de golpes, especialmente por meio de links fraudulentos.

A proibição consta na nova versão do manual de requisitos mínimos para a experiência do usuário que compõe o regulamento do Pix. A atualização foi publicada nesta quinta-feira.

O BC afirmou, em nota, que a nova versão tem como foco o aprimoramento da jornada de contestação de transações por meio do Mecanismo Especial de Devolução (MED) e no reforço da segurança e da clareza das informações prestadas aos usuários. As novas regras entram em vigor em 1º de março de 2027.

“As mudanças resultam da experiência acumulada desde a implementação dessas funcionalidades e traduzem a evolução contínua do arranjo, sempre orientada por dois objetivos: oferecer uma experiência mais simples e informativa para o cidadão e assegurar que as instituições disponham de elementos suficientes para o tratamento adequado de cada solicitação”, diz.

A nova versão do manual estabelece aprimoramentos relativos à experiência do usuário no acionamento da contestação por meio do MED, que está disponível nos aplicativos da instituições que oferecem o Pix desde 1º de outubro de 2025. O objetivo é que o usuário possa contar com uma jornada mais orientativa, segundo o BC.

“A nova jornada facilita a identificação do tipo de golpe ou fraude sofrido, por meio de situações apresentadas em linguagem cotidiana, e disponibiliza campos em que o usuário pode contextualizar e detalhar o que aconteceu, inclusive com a possibilidade de anexar documentos e comprovantes. Essas informações são essenciais para a análise da suspeita de fraude, tanto pela instituição da vítima quanto pela instituição do recebedor”, afirma, em nota.

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Senador Rogério Marinho rebate Lula sobre fim da 6×1: “Ladrão da esperança”

Após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmar que o senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), atua contra o avanço da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1, o parlamentar rebateu o petista nas redes sociais e afirmou que o chefe do Executivo é um “ladrão da esperança”.

“Você está aplicando o golpe da picanha 2, tentando fazer o povo acreditar que é possível reduzir a jornada sem redução de remuneração e que isso não terá consequências para todos. O custo da sua irresponsabilidade será pago pelo trabalhador, que vai encontrar preços mais altos, empresas fechando, desemprego e um empurrão para a informalidade. Você é um ladrão da esperança”, escreveu Marinho no X.

Lula, ou você é burro ou mal-intencionado. Como você engana a população há mais de 40 anos, sei que burro não é. Então, posso afirmar com toda a certeza que é mal-intencionado. Você está aplicando o golpe da picanha 2, tentando fazer o povo acreditar que é possível reduzir a… https://t.co/O5nTq39qej

— Rogério Marinho🇧🇷 (@rogeriosmarinho) September 3, 2026

Mais cedo, Lula havia publicado, também no X, que “a oposição, capitaneada pelo coordenador da campanha do meu opositor nessa corrida presidencial, atuava para impedir o avanço da pauta”.

Segundo o presidente, as justificativas da oposição são de que “se a gente aprovar, o Brasil ‘quebra'”.

“Do mesmo jeito que ia ‘quebrar’ quando os trabalhadores conquistaram o direito às férias. Quando tiveram direito ao 13º. Uma história que se repete desde os tempos do fim da escravidão”.

Governo Lula anunciou queda, mas não zera a fila do INSS

A um mês do 1º turno das eleições de 2026, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizou, nesta quinta-feira (03), no Palácio do Planalto, um evento para anunciar a queda na fila do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Para o Ministério da Previdência Social, a fila é considerada “zerada” quando há menos pedidos novos do que os já em análise. Segundo o órgão, a fila no instituto foi causada por um “aumento exponencial” no número de pedidos no início do governo Lula. Ao longo do mandato, houve um crescimento de 40% da média mensal de pedidos.

Em agosto, a fila do INSS caiu para 1,252 milhão de pedidos pendentes, abaixo dos 1,394 milhão de novos requerimentos recebidos no mês, levando o governo a considerar a espera zerada.

O chefe da Previdência, Wolney Queiroz, afirmou que no governo petista “as pessoas se sentem estimuladas a pedir mais [os benefícios do instituto], já que é um governo que sabe conceder direitos a quem merece direitos”.

A jornalistas, Wolney disse que a maior parte dos pedidos ainda pendentes está a menos de 45 dias, prazo legal de resposta, na fila. Apesar disso, declarou que 224 mil pessoas aguardam há mais tempo a análise das solicitações.

Segundo o ministro, esse contingente é um “resíduo” composto por casos especiais –em sua maioria de Benefício de Prestação Continuada (BPC), que são acompanhados por grupos de trabalho.

Wolney apresentou as cinco medidas tomadas para zerar a fila: 

  • nomeação de 2.510 novos servidores;
  • teleatendimento para perícia médica: 865 agências atendendo on-line;
  • perícia médica documental: envio on-line de exames e atestados;
  • pagamento de bônus para os servidores;
  • mutirões de fim de semana.

Com as iniciativas do ministério, houve uma redução de 76% no tempo de espera para uma perícia, além do tempo médio de decisão estar em 34 dias –11 a menos do que o prazo estabelecido legalmente.

Além disso, houve uma queda de 82% das reclamações por demora na ouvidoria do INSS. Saiu de um pico de 15.519 em fevereiro deste ano para 2.570 em agosto.

Gastos com a Previdência

No evento, Lula minimizou os custos com a Previdência Social. Declarou: “O deficit é que a gente tem que pagar R$ 1,3 trilhão de juros todo ano. Sempre jogaram a responsabilidade do deficit em cima da Previdência Social. Nunca aceitei e não vou aceitar. Se a gente tiver problema de compatibilidade entre a receita e a despesa, a gente discute, a gente acerta”.

O petista também citou concessões dadas ao BPC e a beneficiários do Bolsa Família. “A culpa é sempre em cima do mais humilde”, ironizou.

A maior armadilha do emagrecimento: o que a balança não conta na era do Ozempic

SEDENTARISMO: No Brasil, a alta dependência do uso de carros e a falta de áreas seguras e acessíveis para caminhadas podem ser algumas das razões para os baixos índices de atividade física diária.

Perder peso e ganhar saúde parecem a mesma coisa. Não são. Essa distinção, tão simples quanto negligenciada, está no centro de um artigo que acaba de sair na revista científica Obesity Medicine, assinado por um grupo de pesquisadores brasileiros, de universidades e institutos de Goiânia, Florianópolis e Rio de Janeiro. O título traz uma provocação elegante: estamos olhando para o lugar errado.

Vivemos a era dos análogos de GLP-1, os agora célebres remédios da família do Ozempic e do Mounjaro. Eles funcionam, e funcionam bem: reduzem o apetite, derretem quilos e mudaram para sempre o tratamento da obesidade. Mas, à medida que milhões de pessoas passam a usá-los, cresce uma preocupação legítima, a de que, junto com a gordura, se perca também massa muscular.

O alarme soou, e boa parte do debate médico passou a girar em torno de uma única pergunta: como preservar o músculo?

Os autores brasileiros propõem que essa pergunta, embora importante, mira o alvo errado. O ponto não é apenas quanto músculo se preserva, mas sim as atividades que o corpo é capaz de fazer. E aqui entra uma evidência relevante.

Um estudo dinamarquês recente, o ensaio S-LiTE, dividiu pacientes em grupos: alguns tomaram apenas o medicamento; outros combinaram o remédio com exercício estruturado. Todos tiveram redução de peso de forma parecida.

Mas só os que se exercitaram melhoraram o condicionamento cardiorrespiratório, a capacidade do coração e dos pulmões de sustentar esforço, e a função física, aquilo que permite subir escadas sem ofegar. O remédio sozinho, apesar de reduzir a balança, não entregou esses ganhos. A conclusão incomoda quem procura atalhos: emagrecer, por si só, não deixa ninguém mais apto.

A distinção não é acadêmica. Décadas de pesquisa mostram que o condicionamento cardiorrespiratório e a força muscular são preditores mais robustos de mortalidade do que o simples volume de músculo. Em outras palavras: importa menos o tamanho do bíceps e mais o que o organismo consegue realizar.

Uma pessoa magra e sedentária pode ter risco cardiovascular maior do que alguém com sobrepeso e bem condicionado, um paradoxo que a balança jamais revelaria.

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O preço surreal de uma garrafa do Macallan, uísque servido em meio ao escândalo do STF

Garrafa de uísque The Macallan 12 anos com tampa vermelha, ao lado de sua caixa vermelha e um folheto promocional da The Whisky Shop, exibindo o mesmo produto e um copo com uísque, tudo em uma prateleira de madeira escura

Uma garrafa de Macallan foi arrematada por 2,7 milhões de dólares em leilão, recorde da categoria e prova da posição do rótulo como o uísque mais valorizado do mundo. No Brasil, essa reputação de exclusividade se traduz em preços que vão de 800 reais a mais de 100 mil reais por garrafa, variação determinada sobretudo pelo tempo de envelhecimento, que pode chegar a 72 anos.

Foi justamente esse uísque que autoridades brasileiras degustaram em 25 de abril de 2024, no George Club, em Londres. Entre os presentes estavam os ministros do STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, o procurador-geral da República Paulo Gonet e o diretor-geral da Polícia Federal Andrei Rodrigues. O encontro, com duas horas de duração, custou 640 mil dólares, 3,2 milhões de reais na cotação da época, e foi pago por Daniel Vorcaro, então controlador do Banco Master, hoje sob investigação por fraude financeira.

Os preços elevados do Macallan não são acidentais: resultam de uma política deliberada de “escassez controlada” adotada pela destilaria escocesa, fundada comercialmente em 1824. Especializada em single malts, a marca mantém cerca de 400 mil barris em maturação, mas segue rigor extremo na escolha dos insumos. A cevada usada é cultivada exclusivamente no Reino Unido e custa dez vezes mais que o milho empregado em blends convencionais. O envelhecimento ocorre em barris de carvalho europeu e americano com mais de cem anos, reaproveitados no máximo duas vezes, prática que preserva as nuances sensoriais da bebida e evita taninos agressivos, mas que também encarece cada etapa da produção.

Essa opção por qualidade em detrimento de volume é viabilizada pela estrutura societária da destilaria: ela pertence à Robertson Trust, fundação filantrópica que controla a holding e destina os lucros a causas sociais, eliminando a pressão de acionistas por resultados financeiros de curto prazo, um modelo que, ao contrário do que ocorre em marcas de capital aberto, permite manter os preços altos como parte da estratégia de marca.

A proximidade das autoridades brasileiras com o anfitrião do jantar de 640 mil dólares provocou forte repercussão ética no país. Em fevereiro de 2026, relatórios da Polícia Federal baseados em dados do celular de Vorcaro, que foi preso, e teve o banco liquidado, motivaram o afastamento do ministro Dias Toffoli da relatoria do inquérito sobre o Banco Master no STF. Alexandre de Moraes argumentou que a participação em encontros sociais não compromete a atuação dos magistrados na Corte, mas o episódio ampliou o debate sobre os limites éticos para o recebimento de cortesias de alto valor por agentes públicos.

Quando mais imposto, sai caro para o próprio governo

RISCO RELEVANTE - Estatais: empréstimo de 12 bilhões de reais aos Correios

A chamada taxa das blusinhas começa a produzir uma daquelas contas difíceis de explicar. A cobrança de 20% sobre compras internacionais de até 50 dólares arrecadou cerca de 2,1 bilhões de reais em seu primeiro ano de vigência. Ao mesmo tempo, uma das principais fontes de receita dos Correios desabou.

O faturamento da estatal com encomendas internacionais caiu de 4,43 bilhões de reais em 2023 para 1,34 bilhão de reais em 2025. A diferença, de aproximadamente 3,1 bilhões de reais por ano, supera o que o governo conseguiu arrecadar com a nova tributação em seus primeiros doze meses.

E a conta pública não para aí. O projeto de Orçamento de 2027 enviado pelo governo ao Congresso prevê um aporte de 6 bilhões de reais nos Correios, numa tentativa de reforçar as finanças da estatal depois de sucessivos prejuízos. Em outras palavras, o governo aumentou impostos sobre as remessas internacionais, arrecadou bilhões e agora prepara uma injeção de recursos ainda maior numa empresa pública fortemente atingida pelas mudanças nesse mercado.

É preciso fazer uma ressalva: não se pode atribuir toda a queda de receita dos Correios à taxa das blusinhas. A estatal também perdeu espaço para transportadoras privadas nas encomendas internacionais. A tributação, porém, reduziu a atratividade das compras de baixo valor e ajudou a transformar um negócio antes bilionário numa fonte bem menor de receitas.

O resultado é um curioso paradoxo fiscal. A nova cobrança trouxe mais receita tributária para a União, mas veio acompanhada de uma perda ainda maior numa estatal controlada pelo próprio governo. Agora, o próprio governo reservou outros 6 bilhões de reais para tentar ajudá-la a se recuperar.

Daniel Vorcaro diz que ‘Andrei Rodrigues e outros membros do sistema político’ serão delatados por ele

PREJUÍZO - Daniel Vorcaro: caso provocou um desfalque de 41 bilhões de reais no Fundo Garantidor de Créditos

Durante depoimento ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro demonstrou disposição em delatar o diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues, e outros integrantes do sistema político.

“Toda a minha colaboração, ela, no que tange a pessoas, são pessoas do núcleo do atual governo, que eu acabei fazendo relação para me proteger dos ataques que eu estava sofrendo. E aí, nesses momentos, teve uns casos que foram cruzadas linhas de moralidade, linhas de ilicitude, que esses eu pretendia relatar”, disse Vorcaro em oitiva realizada na semana passada.

“Eu, desde o começo, sempre fui muito resistente, reticente. Fiquei, inclusive, surpreso com a própria PGR, com a atuação que foi proativa de tentar saber, entender a realidade. Mas isso não aconteceu, desde o começo, com a polícia. E isso me incomodou. Somado a essas falas e tudo, no ambiente em que eu estou vivendo, de exposição, de destruição, de prisão da família toda, tudo vira mais exponencial ainda. Às vezes, pequenas falas, elas são mais intimidadoras do que uma situação normal”, acrescentou.

O ex-banqueiro acusou a PF de estar vazando as informações sobre as investigações para intimidar a todos que possam ser envolvidos em uma eventual delação dele.

“No meu entendimento, com muita franqueza, a própria PGR, como o gabinete, como eu, nós estamos sendo levados por membros de uma Polícia Federal que está levando o caso para um lado e usando a mídia, com vazamento seletivo desde o começo, para intimidar todos. E, sinceramente, todos aqui estão sendo intimidados, mesmo que seja indiretamente”, pontuou Vorcaro.

No depoimento, ele relatou ter sofrido tortura psicológica e física, mas reconheceu que, após a transferência para a penitenciária federal, esse tipo de episódio parou de acontecer.  “Estou tendo assistência, sim, nesse local. Hoje, o meu maior problema é que, quando os fatos forem revelados, eles vão se mostrar que não era para eu estar preso. Por mais absurdo que pareça esse caso ou os fatos que foram colocados, não sou uma pessoa violenta, nunca amaciei ninguém. Eu deveria estar na minha casa, protegendo os meus filhos, e tendo a oportunidade de exercer meu direito de defesa e o direito de colaborar e trazer a verdade. Isso, sim, está sendo a minha privação, porque eu quero muito que seja restabelecida se a verdade vier à tona”.

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Marconi Santana reúne apoiadores no município de Escada e destaca força das lideranças comunitárias

O ex-prefeito e candidato a deputado estadual Marconi Santana cumpriu agenda em Escada, na Região Metropolitana de Pernambuco, onde participou de uma grande reunião com apoiadores e lideranças comunitárias. O encontro foi marcado pela casa cheia, diálogo direto e pela presença de pessoas que chegaram para fortalecer o projeto político.

Durante a reunião, Marconi Santana agradeceu especialmente aos amigos Rildo Braz e Buel de Massauassu, apontados como importantes lideranças comunitárias da região. Segundo o pré-candidato, os dois conhecem de perto a realidade das comunidades e contribuíram para a realização do encontro.

“Escada recebeu a gente com carinho, confiança e muita energia”, destacou Marconi.

O encontro também foi apresentado como mais uma etapa da caminhada política de Marconi Santana, que vem percorrendo diferentes municípios de Pernambuco em busca de diálogo com lideranças e moradores.

Para o pré-candidato, a construção do projeto passa pelo contato direto com a população e pela participação de pessoas que conhecem de perto as necessidades de cada localidade.

“É assim, de cidade em cidade, junto de quem conhece o chão e as necessidades de cada comunidade, que estamos construindo essa vitória”, afirmou.

A reunião em Escada reforçou, ainda, a mobilização de apoiadores em torno da pré-candidatura e a estratégia de ampliar alianças e fortalecer a presença política em diferentes regiões do Estado.

Lula pode sofrer com alta dos combustíveis às vésperas da eleição

OUTRO PROBLEMA - Combustíveis: gasolina também entrou no radar

Lula pode ganhar um problema particularmente incômodo na reta final da campanha: uma nova pressão sobre os preços dos combustíveis. A medida provisória criada para amortecer no mercado doméstico a disparada do petróleo provocada pela crise no Oriente Médio perde validade em 09 de setembro, apenas 25 dias antes do primeiro turno.

E o cenário externo voltou a piorar. O petróleo Brent chegou nesta quinta-feira (03), a 97,29 dólares por barril, o maior nível em seis semanas, depois de quatro sessões consecutivas de alta. A escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã e o temor de restrições à passagem de navios pelo Estreito de Hormuz voltaram a empurrar a commodity para perto dos 100 dólares.

O plano B do governo passa pela Petrobras. A expectativa em Brasília é que a estatal absorva ao menos parte da pressão e evite um repasse imediato às refinarias, usando sua política comercial para suavizar movimentos de curto prazo do petróleo e do câmbio. É uma saída politicamente conveniente a poucas semanas das urnas, mas que já começa a ser testada.

Os números da Abicom mostram o tamanho do problema. Nos principais polos do país, o diesel está 80% abaixo do preço de paridade de importação, uma diferença de 2,68 reais por litro. A gasolina aparece 35% abaixo, ou 90 centavos por litro.

Nos polos da própria Petrobras, a distância é ainda maior: 91% no diesel, equivalente a 2,99 reais por litro, e 40% na gasolina, ou 1,03 real por litro. Ou seja, antes mesmo do fim do subsídio, a estatal já opera com uma diferença expressiva em relação à referência internacional.

Se o petróleo continuar pressionado e a MP perder validade, essa distância tende a aumentar. Quanto maior a defasagem, maior também a pressão de importadores e do mercado por reajustes, além do risco de redução das importações privadas.

A menos de um mês das urnas, gasolina e diesel voltam, assim, a ser uma variável eleitoral. O governo terá de decidir até onde está disposto a esticar o colchão da Petrobras para impedir que o choque do petróleo chegue às bombas no pior momento possível para Lula.

Professores do Campus do IFPE de Afogados da Ingazeira ministram etapa presencial de curso em Belém do Pará

Os professores Juscelino Alves Henriques e Kennedy Francys Rodrigues Damascena, dos cursos de Saneamento e Engenharia Civil do Campus do IFPE em Afogados da Ingazeira, ministraram a etapa presencial do curso intitulado “Os desafios da gestão de resíduos sólidos em comunidades rurais e difusas: Estratégias para o cumprimento do plano nacional de saneamento rural”.

O evento, realizado no auditório da Superintendência do Estado do Pará, da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), em Belém (PA), foi voltado para servidores, gestores e técnicos das esferas federal, estadual e municipal que atuam nas áreas de saneamento, saúde, meio ambiente e desenvolvimento rural, além de profissionais envolvidos na implementação de políticas públicas relacionadas ao saneamento rural e gestão de resíduos sólidos.

A capacitação, que também contou com etapa realizada na modalidade de educação à distância teve como proposta o desenvolvimento de competências para o planejamento e a implementação de soluções de gestão de resíduos sólidos em comunidades rurais e difusas, considerando as diretrizes do Plano Nacional de Saneamento Rural (PNSR) e da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). O curso combinou atividades teóricas e práticas, com prioridade para a aplicação dos conhecimentos à realidade dos territórios e a elaboração de propostas de intervenção.

No afã de ajudar o PSB, Blog do Magno Martins erra mais uma vez e toma repreensão judicial

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Por Ricardo Antunes

O blogueiro Magno Martins, atualmente defensor do ex-prefeito João Campos (PSB), pisou na bola novamente na tentativa de blindar aquele a quem já chamou de “infante”. Após notificação extrajudicial, o blogueiro teve que se retratar de acusação que havia feito ao jornalista Leonardo Malafaia, de que este fazia parte do portal Bastidor.pe.

Malafaia encaminhou documentos à Justiça comprovando seu desligamento do site desde 2025. E que também deixou o Governo de Pernambuco em 1º de agosto deste ano, a pedido, desmentindo as ilações de Magno Martins de que ele teria a ver com o Bastidor.pe.

O portal foi o primeiro a denunciar os panfletos apócrifos contra a governadora Raquel Lyra (PSD). Desde então, socialistas tentam atribuir a armação a aliados da governadora, chegando a citar os nomes de Amisadai Andrade e Rodrigo Ambrósio, editor do portal, antes de chegarem a Malafaia.

Com tantos tiros errados, a credibilidade do PSB vai ficando minada. E Magno, sem perceber isso, vai se afundando junto. Uma pena para o bom jornalismo que ele um dia defendeu.

Procuradores apontam perplexidade e constrangimento com Paulo Gonet em relatório

CNN Brasil

Integrantes do Ministério Público Federal relataram à CNN Brasil haver nas últimas 48 horas na categoria constrangimento e perplexidade com as menções do procurador-geral da República, Paulo Gonet, no relatório da Polícia Federal sobre a relação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro e também com a forma como o PGR vem atuando desde então.

Gonet apareceu no documento em mensagens trocadas entre o advogado de Vorcaro Ciro Passos com o banqueiro, com menções que sugerem intimidade dele com o então dono do banco Master como passagens aéreas internacionais ao seu filho, combinações para fumar charuto e tomar whisky Macallan e até mesmo o envio de uma foto de Ciro e Gonet a ele.

Segundo relatos colhidos nos grupos internos do MPF paira o silêncio, em razão de uma medida baixada neste ano pela gestão Gonet e revelada de acordo com procuradores, levou ao silenciamento da categoria.

Fora dos grupos, porém, as palavras mais ouvidas são constrangimento e perplexidade.

A crítica vai desde o grau de intimidade revelada pelas mensagens que Gonet teria com Vorcaro usando como intermediário o advogado do banqueiro, apontado por integrantes do MPF como um conhecido lobista que frequenta muitos eventos em que Gonet está.

A leitura é de que, ainda que seja dado um benefício da dúvida grande a Gonet pelo fato de, na época das mensagens, o caso Master ainda não ter estourado, a proximidade foi um erro de Gonet que compromete o princípio basilar da carreira: a independência.

A postura de Gonet de atuar rapidamente para contestar o relatório da Polícia Federal que expôs Moraes e ele mesmo também foi criticada. O procurador-geral demorou poucas horas para pedir o arquivamento quando o prazo era de cinco dias.

Fez o mesmo para pedir o arquivamento de denúncias feitas por Vorcaro em depoimento ao ministro do Supremo Tribunal Federal.

O caso despertou entre procuradores influentes uma operação, ainda incipiente, para que o próximo presidente da República escolha o próximo procurador-geral da República a partir de uma lista tríplice elaborada por procuradores.

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Prefeitura de Solidão dar andamento na atualização do ITR e do Incra

A Prefeitura de Solidão, no Sertão do Pajeú, através da Secretaria Municipal de Agricultura informa que está em andamento o período de atualização dos documentos do ITR e do Incra, com atendimento até o dia 30 de setembro de 2026.

Para realizar a atualização, é necessário apresentar os seguintes documentos:

  • Para o ITR: ITR de, no mínimo, dois anos anteriores; CPF do proprietário ou do representante legal do imóvel.
  • Para o INCRA: Documentos pessoais do proprietário; Escritura da propriedade;  Cadastro Ambiental Rural (CAR).
  • Prazo: até 30 de setembro de 2026.

Os produtores rurais devem procurar a Secretaria Municipal de Agricultura dentro do prazo, levando a documentação necessária para realizar a atualização.

Governo Municipal de Solidão.

TCE: Prêmio Inaldo Sampaio de Jornalismo têm inscrições prorrogadas

O Tribunal de Contas de Pernambuco prorrogou para o dia 18 de setembro o prazo das inscrições para o Prêmio Inaldo Sampaio de Jornalismo.

O concurso tem como objetivo reconhecer reportagens que colaborem para o controle externo, o controle social, a gestão pública e a cidadania em Pernambuco.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no hotsite do concurso. Podem concorrer os trabalhos veiculados na imprensa pernambucana com o tema a Primeira Infância, incentivando a produção de reportagens sobre políticas públicas voltadas ao desenvolvimento de crianças de 0 a 6 anos, nas áreas de educação, saúde, assistência social, entre outras.

Serão aceitos trabalhos veiculados de 06 de setembro de 2025 até a data final das inscrições na imprensa em todo o Estado de Pernambuco.

Siga o novo cronograma de datas:

Planalto já trabalha para Alexandre de Moraes abrir vaga no STF e Lula indicar mais um ministro

Diário do Poder

Mobilizada no impeachment de Alexandre de Moraes, a oposição tem se surpreendido com discreto apoio de governistas. É que, temendo impacto do escândalo Vorcaro/Moraes em sua campanha, Lula orientou que, “sem tripudiar”, petistas defendam a investigação do escandaloso relacionamento que transformou um ministro do no Supremo Tribunal Federal (STF) em consultor e informante de fraudador.

Lula esfrega as mãos de ansiedade pela abertura de nova vaga de ministro do STF.

Lula também sonha com uma terceira vaga, de Dias Toffoli, enrolado com Vorcaro no Tayayá. Para Lula, não se pode “cassar” apenas Moraes.

A bronca de Lula é do tempo de cadeia, quando Toffoli tomou decisões que o revoltaram. Ainda se diz “traído” e quer ver o ministro pelas costas.

Somente o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, tem a prerrogativa de abrir processo de impeachment de ministro do STF. E ele não quer.

Alcolumbre só abre processo se Lula mandar ou o STF pedir. Alcolumbre é temente a Alexandre de Moraes e ao STF como um todo, nessa ordem.