38 – SEXTOU POÉTICO – Décimas – Zé de Cazuza

Por Ademar Rafael Ferreira (Papa)

Ade Maleu Lapa-el –  Vem integrar essa rica galeria hoje, o poeta Zé de Cazuza.

Papa – José Nunes Filho (Zé de Cazuza), nasceu no dia de Santa Luzia de 1929 em Monteiro (PB), até hoje recebe os amigos em sua Fazenda São Francisco, na Prata (PB). Além de um poeta extraordinário é com plena certeza um dos maiores divulgadores da poesia popular em todo mundo. Você pode ficar ao seu lado durante dias ouvindo-o recitar estrofes inéditas de poetas diversos. Materializou sua privilegiada memória ao escrever o livro “Poetas Encantadores”, desta obra extraímos as estrofes abaixo feitas em parceria com seu amigo Manoel Filó, relatando assunto que ele conhece como poucos.

 

Na água mais afastada

Apita um barco a vapor

Vai um pobre pescador

Numa pequena jangada

Com o voz entrecortada

Faz prece à Virgem Maria

Quando em forte ventania

Perdida, a jangada ronda

O mar alevanta a onda

DEPOIS DA MORTE DO DIA.

 

Nesse momento, o roceiro

Sai do serviço suado

Num recanto do roçado

Do milho sentido o cheiro

A ema pisa maneiro

No meio da travessia

Ao longe a acauã pia

O tatu foge da toca

A cascavel sai da loca

DEPOIS DA MORTE DO DIA.

 

Nessa hora o peregrino

Muda a marcha do andar

Baixa um profundo pesar

Na alma do assassino

Na igreja um velho sino

Saúda a Virgem Maria

Uma mãe, na moradia

Beija um filha que preza

Num casebre um velho reza

DEPOIS DA MORTE DO DIA.

 

Do vaga-lume a lanterna

Brilha na mata esquisita

Uma coruja crocita

Nos escombros da caverna

Claudicando de uma perna

Vai um velho em romaria

Para numa travessia

Da  noite sentido medo

Na solidão do lajedo

DEPOIS DA MORTE DO DIA.

 

A galinha bate asa

Para subir no poleiro

Enquanto recende um cheiro

De café torrado em casa

Na várzea uma fonte vaza

Água quente, depois fria

Quando o verão principia

Num casebre do Sertão

Ressoa o voz do pilão

DEPOIS DA MORTE DO DIA.

Denúncia sobre uso de ônibus do TFD em campanha eleitoral leva TRE-PE a impor restrição à prefeita de Sertânia

Uma denúncia sobre o suposto uso de um ônibus do Tratamento Fora do Domicílio (TFD), para transportar material de campanha levou o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) a determinar que a prefeita de Sertânia, Pollyanna Abreu, se abstenha de ceder ou autorizar veículos públicos para fins eleitorais.

A decisão, assinada pelo desembargador eleitoral Paulo Augusto de Freitas Oliveira e publicada no Diário da Justiça Eletrônico do TRE-PE nesta quinta-feira (17), atende parcialmente a um pedido de tutela de urgência apresentado pela coligação Frente Popular de Pernambuco, em uma Representação Especial por conduta vedada.

A denúncia, acompanhada de um vídeo, aponta que um ônibus da frota municipal, utilizado no TFD, teria sido empregado no transporte de material de campanha das candidatas ao Governo de Pernambuco Raquel Lyra e Priscila Krause. O relator considerou que as imagens não permitem confirmar, de forma definitiva, o uso do veículo para transportar, armazenar ou distribuir material eleitoral.

Mesmo sem uma comprovação conclusiva nesta fase do processo, o TRE-PE entendeu que os indícios justificam uma medida preventiva para evitar eventual utilização da estrutura pública em benefício eleitoral. A determinação alcança a prefeita, que deverá se abster de autorizar o uso de veículos do município para essa finalidade.

A decisão também registra a instauração do Inquérito Civil nº 02276.000.159/2025 pela 1ª Promotoria de Justiça de Sertânia, do Ministério Público de Pernambuco (MPPE). A investigação deverá apurar as circunstâncias relacionadas à denúncia e às providências adotadas no âmbito municipal.

Prefeitura de Triunfo alerta à população sobre queimadas provocadas de forma irregular

A Prefeitura de Triunfo, no Sertão do Pajeú, por meio da Secretaria de Agricultura, Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural, reforça o alerta à população que queimadas provocadas de forma irregular são crime ambiental e podem causar graves danos à saúde, ao meio ambiente e à segurança de todos.

De acordo com o Artigo 54 da Lei nº 9.605/1998, provocar queimadas que resultem ou possam resultar em danos ao meio ambiente e à saúde pode sujeitar o responsável a multa e reclusão, conforme a legislação.

Não pratique queimadas. Ao identificar uma situação de queimada, denuncie às autoridades competentes.

A colaboração de cada cidadão é fundamental para preservar as matas, proteger a fauna e garantir um ambiente mais seguro para toda a população.

“Proteger o meio ambiente é proteger a vida!”

Imóvel de R$ 1,4 milhão de João Campos e pertencia a Felipe Carreras, foi vendido a Renata Campos por 5% do valor de mercado, diz blog

Blog Manoel Medeiros

O imóvel pertencente a uma empresa do ex-prefeito do Recife, João Campos, que não consta na sua declaração de bens de pessoa física e tem valor de R$ 1,4 milhão, é fruto de uma transação de venda questionável que envolve o deputado federal, Felipe Carreras (PSB), e a ex-primeira-dama do Estado e mãe de João, Renata Campos. Isso porque o terreno, localizado em Apipucos, foi vendido pelo parlamentar em 2021 por um valor que representa apenas 5% do seu valor de mercado, segundo avaliação oficial. Enquanto o preço de avaliação era de R$ 2,5 milhões, Renata Campos pagou R$ 125 mil.

Três anos após a compra, metade do imóvel foi doada à empresa Casa Participações, pertencente a João Campos. Ele abriu a empresa em março de 2024 e recebeu a doação em julho do mesmo ano, por meio de um ato registrado no cartório da pequena cidade de Lagoa de Itaenga, Zona da Mata Norte do Recife, a 64 quilômetros da capital.

Na prática, uma das hipóteses – que só pode ser confirmada ou descartada pelos órgãos competentes, não cabendo a esta matéria fazer o juízo de valor – é que o imóvel estivesse em nome de Carreras, mas pertencesse na prática, de forma oculta, ao ex-governador Eduardo Campos. Carreras já foi casado com uma sobrinha de Renata Campos.

Originalmente com três mil metros quadrados, o terreno situado na Rua Dois Irmãos, próximo ao viaduto da BR-101, pertencia à Dalla Nora Engenharia Ltda. Segundo o Blog Manoel Medeiros, diz ter obtidos os documentos com exclusividade. E(João)    m agosto de 2021 foi registrado no 3º Cartório de Registros do Recife uma venda realizada 17 anos atrás para Felipe Carreras por R$ 125 mil (avaliação do imóvel na época era R$ 343 mil). Após esse registro cartorial, Carreras vendeu o imóvel em outubro de 2021 para Renata Andrade Lima Campos pelos mesmos R$ 125 mil diante de uma avaliação atualizada em R$ 2,5 milhões.

Em comparação com o patrimônio declarado de R$ 242,8 mil na eleição de prefeito, em 2020, o patrimônio de João Campos aumentou 18 vezes, considerando o terreno pertencente à sua empresa. Na eleição em que ganhou o cargo de comandante do Executivo municipal, Campos possuía R$ 40,8 mil em imóveis, um veículo Toyota Etios (R$ 32,8 mil), R$ 15 mil em dinheiro em espécie e R$ 154,2 mil em “outros bens e direitos”.

Esse ano, a lista de bens dele possui R$ 2,8 milhões em aplicações e investimentos, R$ 40,8 mil em “outros bens e direitos” e R$ 100 mil em quotas de empresa, que é a Casa Participações. Na prática, o valor real totaliza R$ 4,3 milhões, pois a empresa possui pelo menos um imóvel, que é o terreno em questão, localizado em Apipucos, Zona Norte do Recife.

A constituição da empresa do tipo holding – como a aberta por Campos – não constitui ocultação de patrimônio em si e é permitida, mas termina abrindo a possibilidade de que dados sobre a constituição patrimonial do político, que deve prestar contas ao público constantemente, tenham o acesso às informações e à transparência dificultados.

Vita Sertão entra na reta final para assumir saneamento de 24 municípios de Pernambuco

Por Patrícia Raposo/Folhape

Enquanto se prepara para assumir integralmente, no fim de outubro, os serviços concedidos em 24 municípios, a VITA Sertão estrutura suas bases operacionais em quatro cidades do Sertão de Pernambuco, amplia a contratação de pessoal e avança no diagnóstico da infraestrutura que receberá da Compesa. A nova concessionária ficará responsável pela distribuição de água, coleta e tratamento de esgoto e gestão comercial.

A concessionária caminha para 300 contratações e prevê chegar a cerca de 500 pessoas na operação, entre empregados próprios e terceirizados. A sede administrativa fica em Petrolina, que também será uma das três bases operacionais, ao lado de Salgueiro e Ouricuri. A empresa terá ainda uma equipe em Araripina. Os polos concentrarão funcionários e equipamentos para atender também aos municípios do entorno.

Paralelamente à montagem da operação, a VITA Sertão prepara o plano diretor que detalhará os investimentos por período e localidade. O documento ainda está sendo contratado e, segundo o CEO da concessionária, Eduardo Dantas, deverá ficar pronto no primeiro semestre de 2027.

O contrato prevê R$ 3,4 bilhões em investimentos durante os 35 anos de concessão, dos quais R$ 2,8 bilhões estão concentrados nos primeiros oito anos. A concessão é resultado do leilão realizado em dezembro de 2025 e o contrato foi assinado em 02 de abril deste ano.

A VITA Sertão venceu o leilão do Bloco 1 do Sertão na privatização parcial da Compesa com uma outorga de R$ 720 milhões, posteriormente atualizada pelo IPCA. Segundo Dantas, o pagamento foi dividido em três etapas: 60% pagos na assinatura do contrato e mais duas parcelas de 20% na transferência dos ativos e outros 20% restantes após 24 meses de operação

A assunção encerra a fase de operação assistida iniciada em abril, período em que a Compesa permanece responsável pela prestação dos serviços. Depois da transferência dos ativos, a estatal continuará atuando na captação e no tratamento da água, que será entregue à Vita Sertão para distribuição aos consumidores.

Durante o período de transição, a VITA tem aprofundar o diagnóstico da infraestrutura que receberá da Compesa. Segundo Dantas, o levantamento não revelou problemas muito diferentes daqueles identificados antes do leilão, mas mostrou a necessidade de intervenções para aumentar a confiabilidade do sistema. Entre as prioridades estão equipamentos de bombeamento, manutenção e desobstrução de redes e estruturas do sistema de esgotamento sanitário.

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Reajuste do Bolsa Família custará R$ 22,7 bi em 2027

O reajuste do Bolsa Família em 15,04% vai custar R$ 5,8 bilhões neste ano, a partir da folha de outubro, e R$ 22,7 bilhões em 2027. O cálculo foi feito pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan.

A medida foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (17), a 17 dias do 1º turno das eleições, marcado para 4 de outubro.

O benefício médio subirá de R$ 675 para R$ 777 – alta nominal de cerca de R$ 100. O novo valor será aplicado a partir da folha de outubro e os pagamentos serão feitos a partir do dia 19 do mês que vem.

O piso mensal do programa passará de R$ 600 para R$ 691. O reajuste corresponde à reposição de 15,04% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado desde o início do programa, em 2023, até agosto de 2026.

Leia a íntegra da publicação no Diário Oficial.

Fiemg se diz preocupada

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) declarou estar preocupada com o reajuste do Bolsa Família às vésperas das eleições.

Eis a íntegra da nota.

Para o economista-chefe da Fiemg, João Gabriel Pio, políticas de transferência de renda cumprem papel relevante na proteção das famílias mais vulneráveis, mas precisam estar associadas à responsabilidade na condução das contas públicas.

“Política social e responsabilidade fiscal precisam caminhar juntas. Quando o governo amplia despesas permanentes sem demonstrar com clareza como serão sustentadas ao longo do tempo, o risco é que a conta apareça depois na forma de maior endividamento, juros elevados, crédito mais caro e menor capacidade de investimento. No fim, esses efeitos atingem justamente as famílias e as empresas”, disse Pio.

A Fiemg afirmou reconhecer a importância das políticas de transferência de renda como instrumento de proteção às famílias em situação de vulnerabilidade.

Mas, na avaliação da entidade, decisões como essa precisam estar acompanhadas de transparência sobre suas fontes de financiamento, seus impactos fiscais e sua sustentabilidade nos próximos anos.

“O momento escolhido para o anúncio também levanta questionamentos sobre a relação entre a medida e o calendário eleitoral. Decisões que envolvem recursos públicos, ainda mais dessa monta, precisam obedecer aos mesmos princípios de responsabilidade, planejamento, transparência e sustentabilidade exigidos em qualquer outro período”, declarou a Fiemg.

Faltando 17 dias para a eleição, PSB só tem R$ 3 milhões de fundo partidário para todo o país

PSB já destinou R$ 149,6 milhões dos R$ 152,25 milhões da verba pública para estas eleições

Faltando 17 dias para a eleição, o alerta está ligado no cofre do PSB. O diretório nacional do partido, presidido pelo candidato a governador de Pernambuco, João Campos, praticamente já esgotou toda a verba financeira do fundo eleitoral. Até o momento, a sigla já destinou R$ 149,6 milhões dos R$ 152,25 milhões da verba pública para estas eleições.

Segundo a prestação de contas entregue à Justiça Eleitoral, o diretório nacional socialista realizou doações a 521 beneficiários, entre diretórios estaduais e candidatos aos cargos eletivos. O maior montante foi para Simone Tebet, candidata a senador por São Paulo, que recebeu duas doações que totalizaram R$ 6,5 milhões. O segundo maior volume foi para o diretório estadual de Goiás, que contabilizou R$ 5,17 milhões.

Chefe do cofre, João Campos abocanhou até agora R$ 4,5 milhões, em três doações distintas. O último depósito, no valor de R$ 1 milhão, foi repassado na última segunda-feira (17). O ex-prefeito do Recife já recebeu R$ 5,9 milhões em todas as doações.

Como o limite legal de gastos no primeiro turno é de R$ 11.562.724, João Campos terá que recorrer a outras fontes para custear a reta final de sua campanha, como os diretórios estadual e municipais ou doações privadas. Até o momento, ele declarou despesas de R$ 4,7 milhões.

A seu irmão, o deputado federal e candidato à reeleição Pedro Campos (PSB), João repassou R$ 2,25 milhões. A mesma quantia foi destinada a Lucas Ramos e Felipe Carreras, também postulantes à reeleição em Pernambuco.

Para a esposa, Tábata Amaral, que é candidata à reeleição em São Paulo, João destinou “apenas” R$ 118.514,35. O valor equivale à metade dos R$ 250 mil que a empresária do agro Teresa Cristina Ribeiro Ralston Botelho Bracher doou para a parlamentar. Teresa é ligada à Simone Tebet, que recebeu dela a mesma quantia que Tábata.

Michelle Bolsonaro substitui Jair como cabo eleitoral, e candidatos fazem romaria até Brasília por vídeo

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) tem atuado para compensar a ausência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está preso, na campanha eleitoral de aliados e gravado vídeos para candidatos de diferentes regiões.

A demanda levou a ex-primeira-dama a reservar um dia da semana apenas para candidatos de fora do Distrito Federal e a produzir peças para cerca de 20 pessoas por dia, em média, no começo da propaganda eleitoral obrigatória.

Outros três dias da semana passaram a ser usados para filmagens da campanha dela própria ao Senado e de candidatos que integram a chapa da governadora de Brasília, Celina Leão (PP), de quem é amiga.

De olho na popularidade de Michelle, o candidato do PL ao Governo do Rio de Janeiro, Douglas Ruas, foi a Brasília exclusivamente para a gravação, no começo do mês, com a candidata dele a vice, a vereadora de Niterói Fernanda Louback (PL).

O material foi usado no programa eleitoral obrigatório de rádio e TV, em um esforço para atrair o voto de mulheres cristãs e conservadoras, segundo um integrante da campanha de Ruas. “A Fernanda cuida de quem cuida”, disse Michelle.

Condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro está preso em regime domiciliar desde março e proibido de usar as redes sociais dele ou de outras pessoas.

Pessoas próximas a Michelle afirmam que ela tem dado prioridade para candidatos para quem Bolsonaro faria campanha, se estivesse solto. Um dos nomes citados é o do vereador de Porto Alegre (RS) coronel Ustra (PL), candidato a deputado federal.

Ustra é sobrinho do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, herói de Bolsonaro que comandou um dos principais centros de tortura na Ditadura Militar. O vereador é tenente-coronel da reserva do Exército e chefiou a equipe de segurança do ex-presidente no Gabinete de Segurança Institucional.

“Esse é o coronel Ustra e eu sei da confiança que o presidente Bolsonaro sempre teve nele. É alguém que esteve ao lado do Jair e compartilha os mesmos valores que nós”, disse Michelle no vídeo ao lado de Ustra.

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Partido Novo avalia recorrer contra decisão de Lula de reajustar Bolsa Família a 2 semanas do primeiro turno

Eduardo Ribeiro, presidente do Partido Novo, avalia recorrer da decisão do presidente Lula de conceder reajuste do Bolsa Família a duas semanas das eleições

Coluna do Estadão

O partido Novo avalia recorrer da decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de conceder um reajuste de 15% do Bolsa Família a exatos 17 dias do primeiro turno das eleições.

A percepção na legenda do presidenciável Romeu Zema é de que a medida é eleitoreira pelo momento em que ocorre. A equipe jurídica do partido verifica os argumentos cabíveis para um questionamento.

“Não há problema algum em se discutir o reajuste do Bolsa Família, mas não às vésperas de uma eleição. Essa é uma medida claramente eleitoreira”, disse à Coluna do Estadão o presidente da legenda, Eduardo Ribeiro.

O anúncio ocorre em um momento de fragilidade da campanha de Lula. O petista enfrenta desgaste desde que a crise institucional do Supremo Tribunal Federal (STF) atingiu em cheio o ministro Alexandre de Moraes, associado a Lula pela atuação do magistrado no julgamento dos atos golpistas de 8 de Janeiro, e também no momento em que pesquisas mostram pela primeira vez Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente de Lula no segundo turno.

O Bolsa Família já foi usado como moeda eleitoral por outros mandatários, que concederam reajustes do programa em ano de eleição, como Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro. A gestão de Lula, contudo, inaugura um feito inédito em relação ao prazo: o anúncio feito a duas semanas do primeiro turno, com o início do pagamento agendado para 15 dias antes do segundo turno.

Greve na Caixa Econômica: banco faz proposta de saúde; categoria vota na segunda-feira

Mesa de negociação com a Caixa iniciou na 4ª feira (16.set) e se prolongou pela madrugada de 5ª feira (17.set)

A Caixa Econômica Federal apresentou uma nova proposta para o Saúde Caixa, durante negociação com representantes dos funcionários. A oferta do banco amplia de 6,5% para 9% da folha de pagamento o limite de participação da Caixa no custeio do plano a partir de 2027.

A categoria votará a proposta em assembleia virtual na segunda-feira (21), das 11h às 18h. A negociação se dá durante a greve nacional dos funcionários da Caixa.

A negociação com o Comando Nacional dos Bancários, assessorado pela Comissão Executiva dos Empregados da Caixa, começou na última quarta-feira (16), em São Paulo, e se estendeu pela madrugada. Os termos da nova proposta foram divulgados pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT).

A Caixa propõe manter o modelo solidário do Saúde Caixa, sem cobrança diferenciada por faixa etária, além do pacto intergeracional e da inclusão do plano no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

Para 2026, não haverá reajuste nas mensalidades e o banco assumirá o deficit do plano. A partir de 2027, a contribuição do titular será de 3,7% da remuneração-base. O limite para o grupo familiar, formado pelo titular e pelos dependentes diretos, será de 9%.

Os valores previstos são:

  • titular: 3,7% da remuneração-base;
  • dependente direto: R$ 560;
  • dependente indireto: R$ 660;
  • filhos de 24 a 27 anos: R$ 900.

Em relação à oferta anterior, a Caixa também reduziu de R$ 150 para R$ 120 a cobrança por consulta em pronto atendimento. A isenção de coparticipação para telemedicina será mantida.

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Bolsa Família: a conta do INSS por trás do aumento anunciado por Lula

Homem de meia-idade, barba e cabelo grisalhos, terno bege, camisa branca e gravata escura, fala em um microfone preto, olhando para cima com expressão séria

No papel, o caminho apresentado pelo ministro do Planejamento, Bruno Moretti, para bancar o aumento do Bolsa Família é simples: se o INSS gastar menos do que o governo previa, a diferença abre espaço para ampliar o benefício. Na execução, a conta exige mais. A folga depende de as projeções se confirmarem, enquanto o reajuste aumenta os compromissos de pagamento do governo. E reduzir a fila da Previdência, apontada pelo ministro como fonte de espaço fiscal, também significa conceder benefícios e elevar despesas.

O próprio Planejamento registrou essa dificuldade no Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do terceiro bimestre, publicado em julho. O processamento dos requerimentos acumulados impulsionou os gastos previdenciários, mas o crescimento ficou abaixo da previsão. Foi essa diferença que permitiu reduzir a estimativa. A revisão líquida da rubrica, que também considera sentenças judiciais e compensação previdenciária, foi de 2,684 bilhões de reais.

Em agosto, houve outra revisão. No dia 25, o Conselho Nacional de Previdência Social reduziu em 6,474 bilhões de reais a estimativa de despesas para 2026, na comparação com a projeção do início daquele mês. O diretor do Departamento do Regime Geral de Previdência Social, Eduardo Pereira, atribuiu a diferença a parâmetros conservadores usados nos cálculos. Para 2027, a previsão caiu 5,018 bilhões de reais. Os números seriam encaminhados ao Planejamento para preparar o Orçamento: essa revisão, portanto, já era conhecida antes do anúncio do reajuste.

Moretti afirma que o aumento anunciado nesta quinta-feira (17), cabe nas regras fiscais e custará 5,8 bilhões de reais neste ano e cerca de 22 bilhões no próximo. Para acomodar a despesa de 2027, o ministro anunciou que a proposta orçamentária será ajustada. Os documentos anteriores não demonstram falta de cobertura, pois novas revisões podem ter ampliado a folga. Tampouco esclarecem quanto do espaço anunciado agora é adicional ao que já havia sido considerado na elaboração do Orçamento.

A operação ilustra o “estica e puxa criativo” do governo para ampliar o Bolsa Família em um momento crucial da disputa eleitoral: revisões das estimativas de gastos abrem espaço para elevar o benefício a poucas semanas da votação, enquanto o ajuste do Orçamento de 2027 fica para depois do anúncio. Isso não demonstra irregularidade fiscal, mas expõe a escolha política de transformar uma folga projetada em um aumento de forte apelo eleitoral, cuja sustentação dependerá do comportamento efetivo das despesas.

Prova Nacional Docente 2026 tem adesão de 2.007 municípios e 23 estados

Brasília (DF), 24/10/2024 - Professor do colégio Galois, Samuel Rbeiro Costa, em sala de aula com alunos na preparação nos últimos dias antes da prova do Enem 2024.  Foto: José Cruz/Agência Brasil

Agência Brasil

A edição deste ano da Prova Nacional Docente (PND) tem a adesão de 23 secretarias estaduais de educação e de 2.007 municípios, o que corresponde, respectivamente a 85,19% das 27 unidades da federação e 36,03% entre os 5.571 municípios brasileiros.

A adesão das redes municipais, em 2026, representa um crescimento percentual de 33,09% em relação à adesão de 1.508 municípios, em 2025. Na primeira edição da Prova Nacional Docente (PND), o Ministério da Educação (MEC) também anunciou, a adesão de 22 redes de ensino estaduais.

Vale ressaltar que a adesão dos entes federativos ao chamado CNU dos Professores é voluntária.

De acordo com a portaria publicada pelo Ministério da Educação (nº 527/2026, em junho, os 23 governos estaduais que aderiram à Prova Nacional Docente são: Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

Somente os estados do Amazonas, Ceará e Goiás, além do Distrito Federal, não têm confirmado o registro na categoria Estadual.

Em relação à lista dos municípios, as 2.007 redes municipais de ensino participantes são de 26 estados brasileiros.

Neste ano, as 25 capitais participantes na esfera municipal são:

  • Região Norte: Rio Branco, Manaus, Macapá, Belém, Porto Velho e Boa Vista;
  • Região Nordeste: Maceió, Salvador, Fortaleza, São Luís, João Pessoa, Recife, Teresina, Natal e Aracaju;
  • Região Centro-Oeste: Goiânia, Cuiabá e Campo Grande;
  • Região Sudeste: Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Vitória;
  • Região Sul: Curitiba, Porto Alegre e Florianópolis.

Somente a capital Palmas não vai adotar esta edição da PND em seus processos seletivos de professores.

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A caneta de semaglutida vai destronar o comprimido de metformina?

remedio-emagrecer

VEJA

Durante quase 70 anos, a metformina reinou praticamente sozinha. Barata, segura e testada por gerações de médicos e pacientes, ela virou a primeira palavra que quase todo endocrinologista escreve na receita de quem acaba de descobrir o diabetes tipo 2. É a aliada discreta, aquela que ninguém celebra, mas que quase todo mundo toma.

Nos últimos anos despontou uma medicação mais jovem sob os holofotes, e não só no consultório do diabetes. A semaglutida, que o grande público conhece pelos nomes comerciais transformados em assunto de roda de conversa, saiu do controle da glicemia e avançou por um território surpreendentemente vasto. A pergunta que ronda congressos médicos e redes sociais é a mesma: será que ela é a nova metformina?

Vale medir o tamanho do salto. Em pessoas com diabetes e doença cardiovascular, a semaglutida reduz o risco de infarto e AVC. No estudo FLOW, freou a progressão da doença renal em quem já tinha os rins comprometidos. No estudo STRIDE, melhorou a capacidade de caminhar de pacientes com doença arterial periférica, aquela que faz doer a panturrilha ao andar.

Tem mais: em outros trabalhos, reduziu a inflamação e a fibrose do fígado gorduroso e diminuiu a dor de quem convive com artrose no joelho. Na insuficiência cardíaca associada à obesidade, aliviou sintomas e devolveu fôlego.

É uma lista impressionante. Mas aqui mora o mal-entendido que gostaria de desfazer. Nada disso transforma a semaglutida em rival da metformina. O enredo não é de disputa; é de parceria.

Repare num detalhe que costuma passar despercebido: em praticamente todos esses cenários, a semaglutida não entra no lugar de outro remédio, ela se soma.

Soma-se à metformina, ao anti-hipertensivo, à estatina, ao cuidado com o rim. A medicina moderna do metabolismo deixou de pensar em um comprimido para cada doença e passou a montar combinações que protegem o organismo em várias frentes ao mesmo tempo.

E a metformina não perdeu o posto por causa disso. Ela segue antiga no melhor sentido da palavra: décadas de segurança conhecida, efeito consistente sobre a glicose, possíveis benefícios que a ciência ainda investiga e um preço que cabe no bolso e no sistema de saúde. Poucos medicamentos na história entregaram tanto por tão pouco.

A novidade é que a semaglutida, antes distante para a maioria, começa a ficar mais próxima, com novas apresentações, inclusive por via oral, e um mercado que tende a se abrir à medida que a concorrência cresce e as patentes se aproximam do fim. Acessibilidade, porém, não é sinônimo de banalização.

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Prazo para inscrição do concurso da Prefeitura de Custódia é prorrogado

A Prefeitura de Custódia, no Sertão do Moxotó, está com inscrições abertas para concurso público da Secretaria Municipal de Saúde. A seleção oferece 11 vagas imediatas e 67 oportunidades para cadastro reserva, distribuídas entre quatro cargos de níveis médio e superior.

As oportunidades são para Agente Comunitário de Saúde, Fonoaudiólogo, Psicopedagogo e Terapeuta Ocupacional. O prazo de inscrição foi prorrogado e segue até o dia 02 de outubro, podendo ser realizadas na Área do Candidato do Instituto Igeduc, responsável pela execução do concurso.

Distribuição da vagas

Ao todo, são 78 oportunidades, considerando as vagas imediatas e o cadastro reserva.

A distribuição é a seguinte:

  • Agente Comunitário de Saúde: 8 vagas + 63 para cadastro reserva;
  • Fonoaudiólogo: 1 vaga + 2 para cadastro reserva;
  • Psicopedagogo: 1 vaga + 1 para cadastro reserva;
  • Terapeuta Ocupacional: 1 vaga + 1 para cadastro reserva.

As vagas para Agente Comunitário de Saúde são divididas entre diferentes microáreas de atuação no município.

Requisitos para participar

Para Agente Comunitário de Saúde, é necessário possuir ensino médio completo, ter concluído curso de formação inicial com carga horária mínima de 40 horas e residir na área da comunidade em que pretende atuar desde a data de publicação do edital.

O cargo de Fonoaudiólogo exige ensino superior completo em Fonoaudiologia e registro ativo e regular no respectivo conselho profissional no momento da posse.

Para Psicopedagogo, é aceita formação superior em Psicopedagogia ou graduação em curso de licenciatura acompanhada de especialização em Psicopedagogia.

Já Terapeuta Ocupacional exige graduação em Terapia Ocupacional e registro ativo e regular no Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Crefito) no momento da posse.

Salários chegam a R$ 3,2 mil

O Agente Comunitário de Saúde terá remuneração inicial de R$ 3.242, para jornada de 40 horas semanais.

Para os cargos de nível superior, o salário inicial é de R$ 2 mil. Fonoaudiólogo e Psicopedagogo terão jornada de 40 horas semanais, enquanto Terapeuta Ocupacional cumprirá 30 horas.

As taxas de inscrição são de R$ 125 para Agente Comunitário de Saúde e R$ 150 para os cargos de nível superior.

Etapas do concurso

Todos os candidatos serão submetidos a prova objetiva com 50 questões, de caráter eliminatório e classificatório, totalizando 100 pontos. Também haverá avaliação de títulos, de caráter classificatório.

Para Agente Comunitário de Saúde, estão previstas ainda as etapas de comprovação de residência e curso de formação, ambas de caráter eliminatório.

O concurso terá validade de dois anos após a homologação do resultado, com possibilidade de prorrogação pelo mesmo período, a critério da administração municipal.

Municípios recebem R$ 2,8 bilhões do segundo decêndio do FPM nesta sexta-feira

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Os municípios brasileiros recebem, nesta sexta-feira (18), R$ 2,8 bilhões referentes ao segundo decêndio de setembro do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). No ano passado, a transferência do mesmo período totalizou  R$ 1,5 bilhão.

Por ser uma parcela intermediária, o segundo decêndio costuma ter valores menores. Neste mês, porém, o repasse está muito acima do registrado no mesmo período de 2025.

Segundo ele, o resultado é influenciado principalmente pela base de comparação, já que 2025 teve um desempenho considerado atípico e negativo para o FPM, e pelo aumento do preço do petróleo, que contribuiu para elevar a arrecadação federal.

“Temos alguns fatores que podem explicar essa diferenciação. Primeiro, o ano passado foi um ano bem atípico, com um péssimo resultado para o FPM, o que levou até a algumas medidas legislativas para compensação desse resultado tão ruim quanto foi ano passado. E um outro [fator] é a alta do preço do petróleo, que tem aumentado a arrecadação do governo federal, com um impacto direto no imposto de renda das pessoas jurídicas desse segmento”, destaca.

Os repasses têm mantido uma trajetória de crescimento ao longo de 2026.

O FPM é composto por parcelas da arrecadação do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A divisão dos recursos entre os municípios acompanha coeficientes definidos pelo Tribunal de Contas da União (TCU), calculados especialmente baseados na população de cada cidade, conforme dados oficiais.

São Paulo concentra o maior volume de recursos neste primeiro decêndio de julho, com quase R$ 352,6 milhões. Entre os municípios paulistas com os maiores repasses estão Itu, Cotia e Taubaté, cada um com valores superiores a R$ 1,5 milhão.

Na sequência aparece Minas Gerais, com mais de R$ 350,7 milhões. No estado, Governador Valadares, Juiz de Fora e Pouso Alegre estão entre os municípios que recebem os maiores valores, todos acima de R$ 1,6 milhão.

Até o dia 15 de setembro de 2026, 24 municípios estavam impedidos de receber recursos do FPM.

Confira a lista: 

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