Quaest não perguntou sobre aprovação do governo Raquel Lyra, indicador essencial para medir o quadro em Pernambuco

Pesquisa Quaest/TV Globo ignora avaliação da governadora Raquel Lyra (Imagem: Ilustração/IA)

A pesquisa Quaest/TV Globo, divulgada na última segunda-feira, não colheu dados importantes sobre a percepção do quadro eleitoral em Pernambuco: a avaliação e a aprovação da governadora Raquel Lyra (PSD). O instituto optou por não questionar os entrevistados desta vez sobre esses pontos, como admitiu o diretor de inteligência da Quaest, Guilherme Russo, em entrevista à Rádio Jornal, do Recife.

No levantamento anterior do instituto, divulgado em 26 de agosto, 68% dos entrevistados aprovavam a gestão, enquanto 24% desaprovavam. Outros 8% não opinaram na ocasião. Além disso, o governo era avaliado positivamente por 46% dos entrevistados, enquanto 33% acham a gestão regular e 16% veem como negativa. Cinco por cento não responderam.

Os entrevistados também não foram indagados se a governadora merecia ser reeleita. A pergunta havia sido introduzida no último levantamento da Quaest. Naquela ocasião, 61% afirmaram que sim, 33% que não e 6% não responderam.

O conjunto dessas três avaliações é tido como fundamental para avaliar os números da Quaest, mais até do que as intenções de voto, que se mantiveram praticamente estáticas. Raquel oscilou de 44% para 43%, enquanto o ex-prefeito João Campos (PSB) passou de 36% para 37%. Mesmo a diferença caindo pouco e dentro da margem de erro, os dados sobre avaliação e aprovação de governo, bem como o merecimento ou não de sua reeleição, afetam bastante nessa percepção geral.

Segundo Guilherme Russo, os questionamentos deverão voltar no próximo levantamento da Quaest, ainda sem data registrada na Justiça Eleitoral.

Pernambuco tem R$ 41,7 bilhões em obras mapeadas pela CNT, com prioridade para transporte sobre trilhos e rodovias

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) mapeou uma carteira de 99 projetos estratégicos para modernizar a infraestrutura de transporte de Pernambuco. Reunidas no Plano CNT de Transporte e Logística 2026, as propostas somam R$ 41,73 bilhões em investimentos estimados, sendo 87 Projetos de Integração Nacional e 12 Projetos Urbanos, distribuídos entre rodovias, ferrovias, portos, hidrovias, aeroportos, terminais logísticos e mobilidade urbana.

A maior fatia dos investimentos está concentrada na infraestrutura ferroviária, sobretudo no transporte urbano sobre trilhos, e reforça a posição de Pernambuco como um dos principais polos logísticos do Nordeste, impulsionado pelo Complexo Industrial Portuário de Suape e pela conexão entre os corredores de transporte da região.

O Plano prevê a construção de 777,8 quilômetros de novos trechos ferroviários, com investimento estimado em R$ 6,9 bilhões, além da implantação de 87,8 quilômetros de monotrilhos, Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs) e aeromóveis, que juntos concentram outros R$ 11,4 bilhões. Também prevê a recuperação de 139 quilômetros de malha ferroviária já existente.

“A lógica por trás da priorização regional das propostas do Plano CNT mostra que o desenvolvimento da infraestrutura de transporte precisa ser pensado de forma estratégica e de longo prazo, considerando as necessidades e as potencialidades de cada região”, afirmou a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.

A carteira de projetos mapeados pela Confederação também reserva espaço expressivo para obras rodoviárias. Estão previstas a adequação de 1.310,4 km de rodovias; a recuperação do pavimento em 1.145,6 km; a duplicação de 221,4 km; a pavimentação de 93,4 km; e a construção de 76 km de novos trechos. Na mobilidade urbana, o levantamento destaca ainda 104,6 km de sistemas de priorização para o transporte coletivo, corredores e faixas exclusivas que aceleram o deslocamento de ônibus nas áreas mais congestionadas, e 10 km de novas vias urbanas, com foco na melhoria da circulação de passageiros na RMR.

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Câmara dos Deputados lançará concurso público com mais de 150 vagas e provas em todo o Brasil

Câmara dos Deputados, em Brasília, lançará concurso público

A Câmara dos Deputados, em Brasília, escolheu o Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe) para a organização do novo concurso público que deve ser lançado em breve.

Em publicação nas redes sociais, o deputado e presidente da Câmara Federal, Hugo Motta, destacou que o certame disponibilizará mais de 150 vagas em 11 especialidades.

Confira as áreas divulgadas:

  • Comunicação Social: Divulgação Institucional, Jornalismo e Relações Públicas;
  • Documentação e Informação Legislativa: Arquivista e Bibliotecário;
  • Engenheiro: Engenharia Civil, Elétrica, Eletrônica/Telecomunicações e Mecânica;
  • Museólogo;
  • Registro e Redação.

“Faremos prova nos 27 estados da federação, garantindo que todos aqueles que desejarem trabalhar na Câmara dos Deputados tenham a oportunidade de poder realizar as provas em todo o Brasil”, afirmou Hugo Motta.

O presidente da Câmara também destacou que este será o terceiro concurso público da sua gestão. “Nós temos o interesse sempre de fortalecer os quadros para que a Câmara possa cada vez mais prestar um melhor serviço ao nosso país”, ressaltou Motta.

A página oficial da Câmara dos Deputados no Instagram reforçou que a comissão organizadora recomendou a contratação do Cebraspe para o concurso e que o certame deve ser publicado ainda neste mês de setembro, mas não informou a data exata.

O número de vagas por cargo, salários, jornada de trabalho, datas das provas e demais detalhes da seleção não foram divulgados e devem ser informados no edital.

Associação pede ao STF para garantir penduricalho a juízes aposentados e pensionistas

Rendimento líquido de juízes tem crescido, diz pesquisa

O Globo

A Associação Nacional dos Magistrados Estaduais (Anamages) pediu que o Supremo Tribunal Federal (STF) libere o pagamento de um penduricalho para juízes aposentados e pensionistas. A entidade afirma que o plenário reconheceu o direito à verba indenizatória, mas que um erro na redação do acórdão retirou a determinação para que os tribunais estendam o benefício a esse grupo.

A “Parcela de Valorização por Tempo de Antiguidade na Carreira” (PVTAC) é um adicional de 5% sobre o salário a cada cinco anos de atividade jurídica comprovada, instituído para magistrados e membros do Ministério Público.

Essa foi uma das verbas indenizatórias liberadas pelo plenário do Supremo durante julgamento sobre o tema em março deste ano. O benefício pode chegar a até 35% do salário.

No recurso enviado ao ministro Flávio Dino, relator do caso no STF, a associação afirma que houve erro na redação do acórdão, que não reconheceu expressamente o direito de magistrados e pensionistas magistrados receberem essa verba.

A associação argumenta que a divergência pode afetar os pagamentos. Isso porque, segundo o recurso, os tribunais executam o que consta no dispositivo da decisão.

“O órgão que consultar o acórdão da ADI nº 6.606 implantará a PVTAC dos inativos e pensionistas; o que consultar o acórdão destes autos não encontrará no dispositivo comando que a determine, e a parcela, reconhecida por esta Corte, deixará de ser paga a quem a ela faz jus, por defeito de lavratura”, sustenta a associação.

A entidade pede que o STF corrija o acórdão para deixar expresso no dispositivo o direito de magistrados inativos e pensionistas ao recebimento da parcela.

A associação também questiona a forma de aplicação do teto de 35%. A entidade pede que a Corte esclareça se o limite restringe apenas o valor que pode ser pago no mês, ou se o excedente pode ser quitado em parcelas em outros contracheques.

Por exemplo, se um magistrado tiver R$ 100 mil em valores retroativos e puder receber apenas R$ 20 mil em determinado período por causa do teto, a entidade questiona se os R$ 80 mil restantes poderão ser pagos posteriormente ou se deixarão de ser devidos.

O recurso também pede que o Supremo esclareça como a parcela deverá ser paga aos magistrados aposentados submetidos ao teto do Regime Geral de Previdência e à previdência complementar.

Órgãos ignoram ordem do governo e mantêm delegados cedidos pela Polícia Federal

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Folha de S.Paulo

Quase três meses após o governo cobrar o retorno de 53 delegados da Polícia Federal que estão cedidos a outros órgãos, nenhum dos policiais voltou ao posto de origem. Os órgãos que abrigam os delegados pediram que eles permaneçam nos atuais postos.

A determinação do Executivo foi tomada em meados de junho, mas não teve efeito prático. O tema voltou à tona após o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, pelo ministro André Mendonça.

Atualmente, dois delegados da corporação assessoram Mendonça, que é relator do caso Master e das fraudes do INSS. Ao atuar no gabinete, eles não têm ligação direta com o comando geral da corporação.

Quando o presidente Lula cobrou a saída dos delegados dos gabinetes, o ministro avaliou que o governo tentava interferir nas investigações em andamento.

Em junho, Lula disse que agentes e delegados estavam em outro lugar “fingindo que estão trabalhando”.

A fala gerou reação imediata da categoria. A Associação dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) afirmou, na época, que 53 delegados estavam cedidos, o que representa menos de 3% da categoria.

“Declarações que desqualificam policiais não contribuem para esse objetivo e fragilizam o debate público sobre segurança”, disse a entidade.

Diante da repercussão, o governo Lula enviou ofícios aos tribunais federais e estaduais de Justiça e ao Superior Tribunal de Justiça, mas o STF foi poupado. Os órgãos pediram a manutenção dos policiais e, até agora, nenhum voltou ao posto de origem.

Ministro Fachin repete falhas apontadas por colegas em nova crise do STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, tem repetido a mesma estratégia adotada no início da crise do escândalo do Banco Master: defender o Código de Ética, tardar em decidir e se posicionar em defesa da instituição, em detrimento de apoio a seus colegas.

Essa postura já havia sido criticada pelos ministros meses atrás, deixando Fachin isolado na Corte. O sentimento agora se repete, e colegas do presidente têm dito que ele é “excessivamente institucional”.

Interlocutores do presidente do Supremo defendem, por outro lado, que ele está apenas tentando “agir para dar coerência ao devido processo legal”, o que, no entendimento de Fachin, poderia contribuir para “baixar a temperatura” na Corte.

Na semana passada, após o estopim da crise que ronda o STF, Fachin não tardou em manifestar publicamente que defende uma norma de conduta para os ministros e o fim do inquérito das fake news, instrumento utilizado por Alexandre de Moraes para denunciar André Mendonça por suposto abuso de poder.

Relator dos casos do Master e do INSS, Mendonça levantou o sigilo das conversas entre Moraes e Daniel Vorcaro após ter determinado a investigação de ofício.

A corporação, insatisfeita com as investidas do ministro no curso das investigações, acionou a Advocacia-Geral da União para contestar a conduta “intervencionista” de Mendonça.

Apesar de sua disposição em fazer discursos em defesa da instituição, ao ser provocado pela AGU sobre o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, Fachin concedeu prazo para a manifestação de Mendonça, o que, na avaliação de colegas, contribuiu para o prolongamento da crise.

O presidente do Supremo já havia estabelecido prazos para a manifestação das autoridades citadas nas conversas entre Moraes e Vorcaro, com encerramento previsto para o dia 21 de setembro.

Insatisfeito com a postura de Fachin, o ministro Flávio Dino determinou, nesta quarta-feira (09), a reintegração de Andrei ao posto de chefia da corporação. Em resposta, o presidente cancelou a sessão desta tarde e deve fazer uma nova rodada de conversas com os magistrados.

Internamente, a leitura de uma ala do Supremo composta por Moraes, Dino, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin, avaliam que há intenção eleitoreira nas medidas de Mendonça, análise que também é feita pelo advogado-geral da União, Jorge Messias.

Ingresso para camarote de luxo no GP São Paulo de F1 chega a custar R$ 30 mil

Salão amplo e moderno com mesas altas de madeira e cadeiras de palha, dispostas em fileiras sobre carpete cinza. Ao fundo, uma área de bar com balcão e uma mulher atendendo. Janelas grandes exibem o exterior, com letreiros luminosos TERRACE e fvbet. O teto é branco e inclinado, com iluminação pontual. À direita, mesas menores e uma varanda com vista para o exterior. Vasos com flores brancas decoram as mesas.

Repetindo uma tendência verificada na edição do ano passado, o Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1 deste ano, que acontecerá nos dias 6, 7 e 8 de novembro, no Autódromo de Interlagos, será disputado por fãs de automobilismo dispostos a gastar algumas dezenas de milhares de reais para assistir à corrida com muita mordomia.

Entre os mimos oferecidos pelos camarotes premium estão visita aos boxes em horários especiais, open bar e buffet de almoço e café da manhã. Entre os que oferecem esse serviço está o Terrace 1, administrado pela Soccer Hospitality, pelo segundo ano consecutivo. Os ingressos para os três dias do evento custam 30.000 reais.

O Terrace 1 ficará localizado ao lado da pista, com vista para a tradicional curva da Ferradura. No espaço, também haverá o sorteio diário de um capacete inspirado no modelo utilizado por Ayrton Senna, produzido pelo escritório original Sid Mosca, responsável pelas pinturas oficiais dos capacetes do tricampeão mundial.

Em momento de tensão na campanha, PT decide ir às ruas em defesa de Lula

Convocação para ato do PT no dia 13 em todo o país

O PT convocou para o próximo domingo (13), data que é a mesma do número do partido, uma manifestação nacional em defesa da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A movimentação, destinada, segundo a legenda, “a fortalecer o projeto político do presidente Lula”, acontece dias depois de o senador Flávio Bolsonaro (PL), principal opositor do petista na disputa presidencial, ter reunido milhares de apoiadores na Avenida Paulista, no 7 de Setembro.

A ideia da manifestação é que ela ocorra simultaneamente em várias cidades. “A orientação nacional é que cada município, bairro e território organize sua própria atividade, de acordo com sua realidade e capacidade de mobilização. A proposta é transformar o domingo em um grande dia nacional de presença nas ruas, com ações que aproximem a população do debate sobre os rumos do Brasil”, diz trecho da convocação.

Não há um formato delineado. A nota que chama para a manifestação fala que “as atividades podem assumir diferentes formatos, de acordo com a organização local. Bandeiraços, rodas de conversa, panfletagens, carreatas, mesas de distribuição de materiais e encontros em praças e ruas estão entre as ações previstas para o domingo”. Em São Paulo, ainda não há local confirmado.

A convocação do PT tem dois contextos importantes. Um deles é o fato de ser feita dois dias depois do 7 de Setembro, quando Flávio Bolsonaro levou mais de 28.000 apoiadores à Avenida Paulista em um ato de campanha. O outro é a crise envolvendo os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que pode se reverter em prejuízo eleitoral para Lula. No ato bolsonarista, vários cartazes pediam o impeachment de Alexandre de Moraes, por conta das revelações encontradas no celular de Daniel Vorcaro, e colocando Lula e o ministro lado a lado, como se fossem aliados.

A crise escalou ainda mais nesta quarta-feira (09), depois de o ministro Flávio Dino restabelecer Andrei Rodrigues no cargo de diretor-geral da Polícia Federal, anulando a decisão dada por André Mendonça no dia anterior, e que já obteve o endosso da maioria da Segunda Turma, mesmo sem a conclusão formal do julgamento. Lula se manifestou por meio de uma publicação no X (antigo Twitter), na qual pediu “mais transparência e não vazamentos seletivos que impactam a disputa eleitoral”. Ele defendeu “a quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master”.

16 anos depois, como está o menino que chocou o mundo por fumar 40 cigarros por dia

Ardi Rizal

VEJA

Ardi Rizal ganhou repercussão internacional ainda criança, em 2010, quando um vídeo publicado no YouTube mostrou o menino, então com cerca de um ano e meio, caminhando de fraldas enquanto fumava. Ele chegava a consumir até 40 cigarros por dia.

O menino vivia na aldeia de Teluk Kemang, no sul de Sumatra, na Indonésia, onde sua mãe, Diana, trabalhava vendendo peixes. Ainda muito pequeno, Ardi começou a recolher cigarros na praça da região depois de observar outras pessoas fumando. Em entrevista ao The Sydney Morning Herald, em 2017, foi relatado que o primeiro cigarro havia sido dado a ele pelo próprio pai.

Menino asiático com cabelo curto e camisa xadrez cinza, olhando para frente, com um crachá verde escrito ALDI no peito. Ao fundo, uma mulher asiática de blusa amarela segura um microfone, em um cenário com tons rosados e azuis

Três anos depois da repercussão, o menino entrou em um processo de reabilitação para superar o vício e passou a viver uma rotina regrada para o controle da saúde. Mais de 15 anos depois de sua história viralizar, Ardi é considerado como uma das pessoas mais jovens a conseguir superar o vício em cigarros, conduzido pelo psicólogo infantil Seto Mulyadi. Em 2022, aos 14 anos, ele frequentava a escola primária e seguia uma dieta rigorosa baseada em peixes e verduras.

Crise faz corrupção subir nas pesquisas e deixa eleição mais imprevisível

Estátua da Justiça sentada, em primeiro plano, com o prédio do Supremo Tribunal Federal iluminado em tons de azul, rosa e amarelo ao fundo, à noite. Um carro escuro está estacionado à direita do prédio. O chão está molhado, refletindo as luzes coloridas

Por José Casado/VEJA

Nunca governo e oposição se viram tão enrolados às vésperas de uma eleição presidencial. E com o auxílio luxuoso do Supremo Tribunal Federal.

Os eleitores voltaram a indicar a corrupção como um dos três maiores problemas nacionais, acima até do aumento do custo de vida e perda de renda familiar, das dificuldades de acesso à saúde e educação e da crítica permanente à escassa atenção governamental aos problemas sociais.

É a visão predominante em pesquisas, consequência da crise institucional que arrasta o Supremo, o governo e o Congresso.

Houve um significativo aumento na percepção sobre corrupção nos últimos 40 dias, mostra a sondagem da Quaest divulgada na última segunda-feira (07). Era um problema listado em quarto ou quinto lugar entre as prioridades dos eleitores.

Nas regiões mais populosas, onde vivem 132,6 milhões de eleitores (83,5% do total), corrupção agora se destaca no segundo lugar da lista de questões urgentes.

A violência urbana segue no topo da listagem das aflições, em todo o país, mas há sinais de que na região Sul (22,8 milhões de eleitores) já foi ultrapassada pela corrupção.

Por trás da crise institucional que começa a dominar a campanha eleitoral, com risco de transformá-la numa espécie de plebiscito sobre quem rouba mais e consegue se safar melhor, desenvolve-se o enredo de construção de uma rede milionária de proteção política para o antigo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, que está em prisão preventiva por trapaças em série.

É notável que, até agora, Vorcaro não tenha dito nada, já tentou fazer três delações premiadas e ninguém quis na Polícia Federal e na Procuradoria-Geral da República. Por enquanto, só quem “falou” foi o arquivo de um dos seus telefones apreendidos. Quase nada se divulgou, mas o pouco apresentado em público foi suficiente para detonar a confusão institucional de consequências eleitorais imprevisíveis que está aí.

O Supremo virou protagonista por sucessivos atropelos da Constituição, realçados pelo pecado favorito de alguns juízes, a vaidade. Governo e oposição se deixaram levar pelos ressentimentos, a digestão mais difícil, dizem os psicanalistas, com o Judiciário nos processos da Lava Jato e da frustrada tentativa de golpe de estado no 8 de janeiro de 2023.

E foi assim, sem dizer uma única palavra, que o ex-banqueiro das fraudes bilionárias Daniel Vorcaro rachou a República. A eleição presidencial ficou ainda mais imprevisível.

TCE-PE nega cautelar contra Prefeitura de Sertânia e determina auditoria especial sobre piso dos professores

Blog Causas & Causos

O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) indeferiu o pedido de Medida Cautelar formulado contra a Prefeitura Municipal de Sertânia referente a supostas irregularidades no cumprimento do piso salarial nacional dos professores e à política remuneratória do magistério. As informações foram extraídas do Extrato de Deliberação Interlocutória do Processo TCE-PE nº 26101028-1, assinado pelo conselheiro relator Rodrigo Novaes e publicado em documento oficial da Corte de Contas.

A deliberação teve origem em uma Representação Externa com pedido de medida cautelar apresentada pela vereadora do Recife, Liana Cristina da Costa Cirne Lins. O procedimento visava a adoção de providências imediatas em face da gestão municipal de Sertânia sobre a adequação dos vencimentos dos profissionais da educação.

Ao analisar a solicitação no âmbito da cognição sumária, o relator destacou que a concessão de medidas cautelares exige a presença simultânea da plausibilidade do direito e do fundado receio de grave lesão ao erário ou risco de ineficácia da decisão final, conforme a Resolução TC nº 155/2021.

Entre os fundamentos apresentados na decisão, destacam-se:

Natureza estrutural: A matéria exige análise aprofundada da situação fiscal, orçamentária e administrativa de Sertânia, bem como dos impactos financeiros envolvidos.

Incompatibilidade de rito: A aferição da conduta da Administração Municipal demanda instrução probatória que não se adequa ao rito sumário e célere de uma medida cautelar.

Falta de perigo iminente: Não ficou demonstrada uma situação concreta de urgência que justificasse a intervenção cautelar do Tribunal de Contas naquele momento.

Diante desses pontos, o conselheiro Rodrigo Novaes decidiu não conceder a liminar pleiteada, submetendo o posicionamento ao referendo da Primeira Câmara do TCE-PE.

Apesar de negar a cautelar, o relator determinou à Diretoria de Controle Externo competente a instauração imediata de uma Auditoria Especial. O objetivo é aprofundar a investigação sobre os fatos apresentados na representação.

Quem são os novatos na seleção brasileira convocados por Carlo Ancelotti para amistosos

ILUSÃO - Carlo Ancelotti, perdido no banco: “É o princípio de um novo ciclo”

O técnico Carlo Ancelotti convocou nesta quarta-feira (09), os jogadores para disputar três amistosos na data Fifa estendida de setembro e outubro. Com lista renovada em relação à Copa do Mundo, o italiano chamou oito estreantes na seleção brasileira principal.

Os novatos na canarinho são os goleiros Pedro Morisco (Coritiba) e Otávio (Cruzeiro), os zagueiros Arthur Dias (Athletico-PR) e Jair (Nottingham), os laterais Matheuzinho (Corinthians) e Mauro Júnior (PSV), e os volantes Breno Bidon (Corinthians) e Gabriel Bontempo (Santos).

Ancelotti priorizou jogadores mais jovens nesta convocação e chamou apenas oito atletas que representaram o Brasil na Copa do Mundo para os amistosos.

“Está é uma lista equilibrada. Jogadores que estiveram na Copa que vão ser importantes para a próxima geração.  Temos jovens que têm qualidade para representar o futuro da Seleção. Temos jogadores que agora estão bem no Brasileiro e outros com idade olímpica. Estamos compartilhando o treinador da sub-17 e sub-20. Nesse momento precisamos priorizar o jovem que tem qualidade para estar na próxima Copa e Copa América”, explicou Ancelotti.

Outro destaque da convocação de Ancelotti é a alta presença de jogadores do futebol brasileiro: são dez no total, três a mais do que na Copa. O Corinthians é o clube com mais representantes, além dos novatos, Bidon e Matheuzinho, também tem o goleiro Hugo na lista.

Os convocados disputam dois amistosos contra a Austrália, na casa dos adversários. No dia 25 de setembro, jogam no estádio Queensland Country Bank, em Townsville, às 7h (de Brasília). No dia 29, enfrenta os australianos no estádio Suncorp, em Brisbane, às 7h.

A delegação então viaja para a Índia para enfrentar a seleção do país asiático pela primeira vez na história. O jogo único será realizado no dia 03 de outubro, às 11h no estádio Vivekananda Yuba Bharati Krirangan (conhecido como Salt Lake), em Calcutá.

Prefeitura de Santa Cruz da Baixa Verde anuncia mutirão com exames oftalmológicos gratuitos

A população de Santa Cruz da Baixa Verde, no Sertão do Pajeú, terá acesso a um mutirão de atendimento oftalmológico marcado para o próximo dia 21 de setembro.

A ação será realizada a partir das 8h, no Centro de Artes e Cultura, antigo Museu do município.

Entre os serviços anunciados estão exames computadorizados da visão e avaliações para identificação de problemas como glaucoma, catarata e pterígio.

Também está previsto o teste do olhinho para bebês de até três meses, exame importante para a identificação precoce de alterações que podem comprometer a visão da criança.

Os pacientes que apresentarem indicação para procedimentos cirúrgicos também poderão receber encaminhamento durante a ação, conforme a avaliação realizada pelos profissionais.

Serviço:

  • Data: 21 de setembro de 2026
  • Horário: a partir das 8h
  • Local: Centro de Artes e Cultura, antigo Museu, em Santa Cruz da Baixa Verde.

Presença de Lula na TV não alterou até agora o quadro eleitoral em Pernambuco

Por Terezinha Nunes

Embora ainda não seja possível avaliar o real impacto da presença do presidente Lula no Rádio e TV, pedindo votos para João Campos, Humberto Costa e Marília Arraes até o dia da eleição, em 4 de outubro, essas mudanças não são imediatas, a pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira, após 10 dias de iniciada a propaganda eleitoral gratuita, demonstrou que até agora o presidente não conseguiu alterar o quadro eleitoral em Pernambuco.

A pesquisa anterior da Quaest foi divulgada no dia 25 de agosto, três dias antes do início do guia eleitoral e das inserções, que costumam ter mais impacto porque são mostradas no meio da programação, com a campanha praticamente entrando na casa dos eleitores.  Naquele dia, a governadora Raquel Lyra tinha 44% das intenções de voto e João Campos 36%. Agora ela tem 43% e ele R$ 37%. A variação para mais e para menos entre os dois de apenas um ponto percentual (ela caiu um e ele subiu um) não é considerada uma tendência segundo os pesquisadores.

Os números de agora mostram, segundo o diretor da Quaest, Felipe Nunes, em entrevista à GloboNews, que “no caso de Pernambuco, o cenário é muito estável. Neste momento, Raquel Lyra venceria a eleição no primeiro turno com 52,4% dos votos válidos e João Campos teria 45%. Esse é o quadro do estado, um colégio eleitoral muito significativo”. No caso da rejeição, a governadora tem 34% e João Campos quatro pontos a mais, com 38%. Na pesquisa espontânea ela aparece com 33% e João com 24%. A diferença pró-Raquel é de 9 pontos.

Ainda sobre a presença de Lula, já está provado por pesquisadores que o maior impacto da propaganda eleitoral acontece nos primeiros dias de exibição dos programas dos candidatos e na última semana, quando o eleitor começa efetivamente a buscar conhecer mais as propostas dos nomes que se colocam no cenário para definir ou cristalizar o  voto. Mesmo assim, a Quaest constatou que, no caso dos candidatos a governador, 76% dos entrevistados afirmam que já definiram em quem vão votar e não pretendem mudar de posição. Só 23% admitem essa possibilidade.

Resiliência de Marília

Os únicos candidatos que podem estar sendo beneficiados pelo pedido de voto do presidente são Marília Arraes e Humberto Costa. Ambos aumentaram um ponto percentual entre a pesquisa de 25 de agosto e a nessa terça-feira (08). Um ponto percentual, como explicado acima, não é sinal de mudança de cenário, mas o que chama atenção em relação a Marília sobretudo é a sua resiliência. Ela em nenhum momento perdeu o 1º lugar em todas as pesquisas realizadas este ano e nesta da Quaest está três pontos acima de Humberto e Humberto está com três pontos acima de Mendonça Filho que aparece com 11%.

Explicação

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STJ retoma julgamento para decidir valor dos atrasados pagos a aposentados na Justiça

Folha de S.Paulo

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) retomou nesta quarta-feira (09) um dos julgamentos mais importantes para segurados que vão à Justiça em busca do benefício do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A corte vai decidir a partir de quando deve ser calculado o valor dos atrasados pagos a quem ganha ação contra o instituto: se a partir da Data de Entrada do Requerimento, ou seja, do pedido feito inicialmente na Previdência Social; se da data de citação do instituto na ação; se a partir de novo pedido, caso o segurado seja obrigado a fazê-lo; ou ao apresentar um novo documento no processo.

Os ministros da Primeira Seção do STJ vão analisar embargos de declaração, pedidos para esclarecer alguns pontos, no tema 1.124, julgado no final de 2025. O que for decidido valerá para todas as ações do tipo no país, pois o caso é julgado como repetitivo.

Para os magistrados, o segurado que foi à Justiça antes de esgotar a discussão com a Previdência de forma administrativa pode perder valores atrasados e até o direito ao benefício. A regra vale para pedidos de aposentadoria, pensão, auxílio, salário-maternidade ou Benefício de Prestação Continuada (BPC).

O problema, segundo a advogada Jane Berwanger, diretora de atuação jurídica do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), que está no caso como amicus curiae (amigo da corte), ocorre porque os ministros tomaram decisão com base no tema 350 do Supremo Tribunal Federal, mas de forma prejudicial ao segurado, e diferente do que o Supremo havia definido.

O Supremo decidiu em 2014 e com finalização total do caso em 2017 que o segurado deve, primeiro, fazer o pedido administrativo ao INSS antes de ir à Justiça. No entanto, em casos nos quais o instituto não reconhece o direito, como no de uma nova revisão, por exemplo, ou quando há demora excessiva para uma resposta, os beneficiários podem acionar diretamente o Judiciário.

O STJ entende de forma diferente. Para eles, se o cidadão não foi ao INSS, pode perder o direito ou o prazo dos atrasados será menor. Além disso, caso apresente um novo documento na ação, tem de fazer novo pedido, e a contagem dos atrasados recomeça do zero.

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